Quem poderá dar o melhor pontapé de saída para 2017/2018?

Numa altura em que o apito está prestes a soar para dar início a Liga NOS 2017/2018, realizámos uma retrospetiva aos pontapés de saída dos três grandes nas várias edições do principal escalão de futebol profissional em Portugal. Esta análise recua até 1934/1935, altura em que o atual modelo foi instaurado, e procura mostrar quem se dá melhor na hora de começar, quem riu por último mas riu melhor ou o que aconteceu ao perder, empatar ou vencer no primeiro jogo. A partir destes números, veremos ao que nos habituaram os três grandes nas suas várias primeiras jornadas e de que maneira terminaram aquilo que começaram.

O descolar das águias ao longo do tempo

O historial do SL Benfica conta com 51 vitórias em 83 primeiras jornadas (cerca de 61%) e desde que Rui Vitória assumiu o comando que as águias não começam o campeonato de outra maneira. O restante registo compõe-se de 20 empates (aproximadamente 24%) e 12 derrotas (aproximadamente 14%). Destas 51 vitórias, cerca de 57% (29) foram o primeiro passo rumo à conquista do campeonato, sendo que apenas cinco dos seus 20 empates iniciais e duas das suas 12 derrotas tiveram o mesmo desfecho.

Por conseguinte, a maior parte (81%) dos 36 títulos do Benfica está associada a um bom começo, enquanto os restantes 19% mostram que nem sempre tudo está perdido com um mau pontapé de saída.

 

O primeiro sopro do dragão ao longo do tempo

Do lado azul e branco, o registo aponta para 54 vitórias nas várias primeiras jornadas das 83 edições do campeonato português (65%), bem como 17 empates (20%) e 12 derrotas (14%). Das 54 vitórias, 23 foram o ponto de partida para erguer o troféu no final e apenas cinco de 17 empates à primeira jornada foram um modesto primeiro passo rumo ao triunfo. Quanto a derrotas a abrir a temporada, estas nunca foram bom sinal para os azuis e brancos, já que as 12 obtidas não estão associadas a qualquer campeonato conquistado.

O registo dos dragões mostra como começar com o pé direito pode ser importante para lançar a equipa para o sucesso, já que 82% dos títulos resultaram de vitórias, 18% de empates e nenhum de uma derrota.

 

O primeiro rugir do leão ao longo do tempo

Para o conjunto de Alvalade, os maus começos são menos frequentes, somando apenas 11 derrotas em primeiras jornadas, as quais acabaram num campeonato conquistado por duas vezes. Já os empates a abrir a época também não foram necessariamente sinal de insucesso, uma vez que dos 19 empates cinco foram o primeiro passo rumo ao título. Quanto a vitórias, é curioso como pouco mais de metade dos 17 campeonatos nacionais conquistados estão associados a uma vitória inicial, totalizando 10 títulos em 53 primeiras jornadas ganhas (59%).

 

O que retirar do primeiro fôlego?

Feitas as contas, num total de 83 edições, o FC Porto é a equipa que mais vezes começou o campeonato a vencer (54 vitórias, mais uma que o Sporting CP e mais três que o SL Benfica) enquanto o Sporting CP é a formação que menos derrotas regista na primeira jornada (11, menos uma que as águias e os dragões) e o Benfica ganha quando é hora de empatar (20 empates, mais um que os leões e mais três que o FC Porto).

De salientar também que o conjunto agora orientado por Sérgio Conceição nunca conquistou um campeonato que tivesse iniciado com uma derrota, que o Sporting CP foi a equipa que menos converteu uma vitória inicial em vitória final (19% das vitórias na primeira jornada acabaram em título conquistado) e que o SL Benfica foi o clube que mais converteu um bom começo num final feliz (57% das vitórias na primeira jornada acabaram com mais um troféu no museu).

A primeira jornada vale o que vale no que toca a ditar o desfecho de um campeonato, ainda assim esta análise torna clara como boa parte dos títulos conquistados pelos três grandes estão associados a uma primeira vitória – mais de 80% nos casos do FC Porto e do SL Benfica.

 

Fonte para recolha de dados estatísticos: Zerozero.pt

 

Cámi Rodrigues

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e Mestre em International Management pela Nova School of Business and Economics. 23 anos e residente na Amadora. Mais conhecido por Cámi.

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