Reviravolta no regresso vitorioso do Portimonense à Liga

O melhor futebol português voltou a jogar-se em Portimão, num regresso feliz do clube algarvio à Liga NOS frente ao Boavista. O resultado fixou-se em 2-1 já no minuto 85′, numa reviravolta sofrida em que o Boavista se adiantou logo aos 22′ mas foi “amornando” o seu jogo na tarde quente de Portimão, que ficou ainda mais tórrida depois dos golos de Rúben Fernandes e Tabata, ambos na segunda metade da partida.

O segundo dia de Liga NOS trouxe um belo jogo, disputado sob altas temperaturas, em que a resiliência (física e mental) foi determinante para a vitória do Portimonense, clube que segurou Vítor Oliveira, o “mestre das subidas”. O jogo começou com as duas equipas a “apalpar terreno”, sem grandes oportunidades até aos vinte minutos da primeira parte. O primeiro golo surgiu aos 22 minutos, por intermédio de Rochinha, depois dum mau alívio do central adversário Lucas, rematando longe do alcance de Ricardo Ferreira. Momentos antes, Paulinho, uma das figuras do jogo, teve nos pés o golo, gritado por alguns adeptos, mas a bola encontrou a malha do lado errado da baliza. Do lado do Boavista, também Leonardo Ruiz, emprestado pelo Sporting, teve uma boa oportunidade mas desperdiçou. A equipa recém-promovida ao escalão principal acusou o golo, e o Boavista de Miguel Leal foi controlando o jogo, sem grande poderio ofensivo, no entanto.

A segunda parte aqueceu mais os ânimos, tanto que alguns adeptos confrontaram-se nas bancadas. Dentro do relvado, esse ânimo começou a pender para o lado do Portimonense aos 54′– Canto batido pelo icónico Ricardo Pessoa, bola fica orfã na área e Rúben Fernandes encosta para o fundo das redes, golo esse que marcou a reviravolta do romance deste jogo. Ainda antes da reviravolta, deu-se o suspense do vídeo-árbitro pedido por Nuno Almeida, que validou o golo. A equipa algarvia começou então a rematar mais, ser mais incisiva, e Vagner cada vez com mais trabalho para evitar o golo do Portimonense, primeiro o remate de Wellington e depois Tabata. Entretanto Vítor Oliveira lança Wilson Manafá no jogo, um extremo-explosivo que aos 85 minutos de jogou decidiu arrancar pelo flanco direito, cruzar para a área, e a bola encontrou Bruno Tabata, brasileiro que consumou o inevitável. Golo e festa efusiva nas bancadas, e a vantagem segurada nos últimos momentos em campo. Um regresso vitorioso do histórico clube de Portimão, que não disputava a primeira divisão desde 2010/11.

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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