Real Madrid 2-1 Man. United: Mordidela amarga no Isco

O Real Madrid reforça o estatuto de melhor equipa da atualidade com uma vitória por 2-1 sobre o Manchester United de José Mourinho, no jogo único que decidiu o vencedor da Supertaça Europeia, a segunda consecutiva para Zidane. As duas equipas apresentaram-se com índices físicos ainda baixos, algo talvez mais evidente nos ingleses, e teve como grande figura o médio espanhol Isco, autor do segundo golo dos merengues.

O jogo em que o vencedor da Liga dos Campeões e o homólogo da Liga Europa se debateram pela Supertaça da UEFA decorreu numa noite muito quente em Skopje, capital da Macedónia, com destaque para a presença de um inabitual suplente no banco de  Zidane, Cristiano Ronaldo, equipa que se apresentou com uma ligeira mudança tática (perto dum 4-4-2 losango), e um United na máxima força.

 

Os “red devils” entraram melhor no jogo, pressionando muito alto um Real Madrid que se ambientava a jogar sem Ronaldo na frente, Isco no meio-campo ofensivo, e Bale ao lado de Benzema na frente. A primeira oportunidade até esteve nos pés dos galês, logo aos dois minutos, mas falhou clamorosamente de pé direito, Matic solidificava o meio-campo, e Lukaku ganhava o seu espaço como referência a jogar de costas para a baliza. Antes dos vinte minutos cheirou a golo, na sequência de um cabeceamento de Casemiro que embateu com estrondo na barra. O mesmo Casemiro não estava satisfeito e mostrou mais uma vez que gosta de marcar em finais, aos 23 minutos, ao aparecer inteligentemente nas costas de Lindelof, tendo apenas que rematar com relativa facilidade. Inaugurado o marcador pelo brasileiro. A partir deste golo o Real Madrid foi tomando conta do jogo e da posse da bola, o United apenas teve uma oportunidade em que Pogba foi egoísta num três para dois. No cair do pano Lukaku ainda fez o seu primeiro remate, de cabeça, mas fraco para as mãos de Navas. Acabava uma primeira parte com uma vantagem justa do Real, que tinha um meio-campo dominador com bola.

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Mourinho não esperou para fazer alterações. Lançou ao intervalo Rashford no lugar de Lingard, e o jovem inglês viria a ser um dos melhores elementos da sua equipa, um dos poucos desequilibradores. Pouco efeito teve esta substituição no imediato, com uns primeiros dez minutos desastrosos dos vencedores da Liga Europa, vários erros defensivos que custaram o segundo golo do Real. Aos 52′ Isco, que vinha sendo o maestro da equipa, pegou na bola, combinou com Bale e desviou a bola para fora do alcance de De Gea, perante o olhar passivo da defesa inglesa. No entanto o minuto seguinte trouxe duas oportunidades flagrantes para Pogba e Lukaku, mas não foi mais que um desperdício… milionário. O galês teve uma grande oportunidade frente ao guarda-redes espanhol, mas acertou na barra de pé direito. Segunda bola no ferro. Mourinho não se fez esperar outra vez, e lançou Fellaini em vez de Herrera. Fellaini entrou bem, muito combativo, e foi importante no golo aos 62′ de Lukaku. O belga ganhou a bola, passa para Matic que desfere um remate forte, que Navas só conseguiu defender para a frente, e o outro belga encostou, desta feita com sucesso. O United ganhou vida nova, o Real ressentiu-se, e o jogo ameaçava ficar empatado, então Zidane decidiu por sangue novo em campo, fazendo entrar Asensio e Vazquez, recolhendo o seu Isco. Aos 80′, Navas vestiu a pele de herói, impedindo com um pequeno toque o golo de Marcus Rashford num 1×1, e o jogo pedia Ronaldo. Zidane concordou, e lançou o português aos 82′, que teve apesar de tudo uma exibição apagada. O quarto árbitro assinalou sete minutos de compensação, e o Real até esteve perto do terceiro, mas o resultado final manteve-se. Sexto título da carreira de Zidane, Mourinho continua sem nenhuma Supertaça no currículo, num jogo em que o mágico Isco se tornou o engodo fatal.

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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