FC Porto estreia-se na Liga goleando o Estoril, por 4-0

O Porto estreou-se em jogos oficiais com uns expressivos 4-0 sobre o Estoril Praia de Pedro Emanuel, que não quis jogar de forma retraída mas acabou por levar com um caudal ofensivo imparável da equipa de Sérgio Conceição, que também se estreou no banco. Destaque para os dois golos de Marega, regressado de empréstimo tal como Aboubakar e Ricardo Pereira.

Belo início de temporada do Porto, que demonstrou no Estádio do Dragão um estilo agressivo tanto a atacar como a defender, sem dó nem piedade do adversário (para além dos quatro golos obtidos, outros dois foram anulados e só Aboubakar desperdiçou sete oportunidades), no melhor arranque para a Liga desde 1998/99. Sem qualquer reforço apresentado, foram os regressados de empréstimo os destaques desta nova equipa portista. No lado do Estoril, estreias de Lucas Evangelista, ex-Udinese, e Pedro Monteiro.

 

Os onzes das duas equipas em estreia para o campeonato

Desde início que o Porto correspondia ao favoritismo e jogava no meio-campo contrário com relativa facilidade, enquanto o Estoril apresentava um 4x3x3 ousado, e uma linha defensiva subida. Ricardo Pereira e Alex Telles envolviam-se no ataque, no apoio a Corona e Brahimi, cruzando frequentemente para área, normalmente encontrando Aboubakar. Numa destas jogadas, o camaronês desperdiçou a sua primeira oportunidade logo aos 2′, e aos 14′ marca na sequência dum cruzamento de Corona, mas em posição irregular. O jogo atacante do Porto continuava e o avançado desperdiçou outras duas oportunidades, em jogadas de boa envolvência com Soares. Aos 31′ o jogo acabou precocemente para “Tiquinho” Soares, e saiu por Moussa Marega. O ex-goleador do Vitória SC precisou de apenas três minutos para marcar, num erro clamoroso de Mano, ao “passar” ao maliano que marcou de baliza aberta. Outros três minutos passados, e o segundo golo anulado ao Porto, desta vez a Corona. A primeira metade chegou ao fim, e ficou evidente que seria muito difícil para o Estoril contrariar a tendência do jogo, apesar das boas indicações de Evangelista, Allano ou Eduardo.

Marega entrou aos 31′ para suprir o lesionado Soares, e aproveitou a oportunidade marcando dois golos

Essa tal tendência não se desfez, e os dragões rugiram logo aos 54′, desta feita com golo de Brahimi, depois de ganhar um ressalto que o isolou frente a Moreira, e finalizar calmamente. O Estoril não mostrava sinal de reação, e a vantagem podia ter sido alargada por três ocasiões mais, mas Aboubakar não estava nos seus dias e falhou duas oportunidades na pequena área. As marcações da defesa estorilista não estavam a funcionar, e Marega chegou ao terceiro golo aos 61′, de cabeça, depois dum lance trabalhado em plena grande área de Oliver Torres. Pedro Emanuel certamente não queria acreditar e lançou o extremo Aguilar no jogo, um jogador que imediatamente ameaçou Casillas, que só teve trabalho no minuto 63′. Pouco depois o quarto golo chegou quase que naturalmente num livre batido por Alex Telles, e finalizado pelo capitão Marcano, num cabeceamento que ainda roçou o poste. O golo foi inicialmente invalidado, mas o vídeo-árbitro revogou a decisão. O Estoril parecia desistir do jogo e Porto abrandou tacitamente o seu jogo, mas o melhor período do clube da Linha surgiu na viragem para os últimos quinze minutos, em que Evangelista e Allano testaram Casillas de fora da área, e Aguilar acertou com azar na barra. Entretanto Aboubakar ainda falhou mais duas oportunidades de golo, num jogo em que apareceu bem em zonas de finalização, faltando uma ponta de sorte. Quinto arranque com uma vitória na primeira jornada para o Porto, terceira derrota consecutiva do Estoril na mesma ocasião, num confronto desigual entre as duas equipas.

Fotos: Kaptamais

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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