Golo solitário de Bas Dost, proporciona vitória justa e suada ao Sporting, diante um resistente Vitória de Setúbal

O Sporting abriu a segunda jornada, em casa com o Vitória de Setúbal. Uma vitória justa mas bem suada. Decorriam os 86′ de jogo, quando Bas Dost salvou a equipa do empate, o holandês na cobrança de uma grande penalidade, fez o gosto ao pé, apontando o golo solitário da partida.

O clube de Alvalade entrou em campo com um onze diferente do habitual, Jorge Jesus optou por dar a titularidade a Jonathan Silva e a Rodrigo Battaglia em deterimento de Coentrão e William Carvalho. A equipa não se fez sentir de tal mudança e entrou de forma pujante diante um Setúbal, que tentava a todo o custo, reduzir o ímpeto atacante dos homens da casa. Os leões tiveram a primeira oportunidade flagrante aos 7′ por intermédio de Gelson Martins. O Sporting chegava à área adversária com imensa facilidade, asfixiando por completo, as missivas setubalenses, mas no campo da finalização, foi sempre uma equipa débil. Os pupilos de José Couceiro, disciplinados taticamente, jogaram sempre com as linhas muito recuadas e iam resistindo como podiam. O mister sadino, face ao jogo da semana passada diante o Moreirense, colocou mais um homem no miolo, de molde a dificultar a entrada da equipa leonina no último terço do terreno, fechando o caminho para a baliza de Pedro Trigueira.

O apito para os balneários chega com o diferencial de ataques com um desnível avassalador. Os homens da casa fizeram 28 ataques nos primeiros 45′ contrastando com os oito dos visitantes. O Sporting no campo da finalização ficou sempre aquém do desejado e o Setúbal, só conseguiu importunar Rui Patrício uma vez, por ocasião de um livre largo de de João Amaral que fez o guardião leonino precipitar-se na saída para travar o central Pedro Pinto, impedindo este, de dar seguimento à jogada. Rui Patrício foi muitas vezes, o único habitante no meio campo defensiso dos homens da casa.

Entrada para a etapa complementar sem alteração nos onzes iniciais e o jogo trazia mais do mesmo, um Sporting  a sufocar um Vitória de Setúbal bem organizado tacticamente e cientes que não poderiam dar espaços, travando sempre as linhas de passe junto da área. Das bancadas suava a impaciência dos adeptos leoninos que sentiam a pressão e necessidade de ganhar.

Pedro Trigueira era o homem a abater e Adrien no inicio dos segundos 45 minutos, fez estremecer alvalade com um remate forte à barra, fruto de um desvio de um defesa sadino.

Aos 54′ na sequencia de um canto apontado por Acuña, o melhor marcador da época passada, sem alvo de marcação, tem uma hipótese de golo, acabando por atirar contra o corpo do guardião setubalense.

Couceiro é o primeiro a mexer no xadrez e aos 56′, faz sair João Amaral entrando o reforço Willyan (ex-Nacional).

Os leões intensificavam as oportunidades com Mathieu aos 63′ a fazer um remate acrobático sem que a bola se enquadrasse com a baliza.

Decorria o minuto 64 e Jorge Jesus na expectativa de dar mais profundidade e intensidade, altera a equipa e de uma assentada faz duas substituições. Saem o argentino Acuña e Daniel Podence para entrarem Bruno Cesar e o estreante Doumbia.

Seria mesmo o marfinense, a protagonizar as situações mais claras, com o primeiro toque na bola a traduzir-se num remate à baliza e no minuto seguinte, o mesmo volta a criar perigo depois da assistência de Bas Dost. Teimosamente a baliza de Trigueira, não era o habitat da bola dos homens de Alvalade.

Os sadinos mexem novamente na equipa e aos 69′ Edinho dá lugar a Gonçalo Paciência. Jesus aproveita a paragem no encontro e faz sair Adrien, lançando Bruno Fernandes.

O constantes centros para a área setubalense, em sintonia com as falhas na fase final, teimavam em não dar o rumo certo ao esférico.

Entravamos nos últimos 15′ e os homens de Setúbal, quase abdicavam do ataque e Couceiro na esperança de travar as subidas leoninas, faz a ultima alteração, refrescando o meio-campo com a entrada de Nene Bonilha e a saída de João Teixeira.

O relógio ia avançando e a baliza setubalense continuava fechada a chave até que….Nuno Pinto carrega Bas Dost na área, desequilibrando o atacante leonino. Bruno Paixão sem duvidas, apita para a marca da grande penalidade. Na sequencia do lance , Nuno Pnto vê a cartolina amarela. O holandês assume as rédeas e faz o gosto ao pé, ensinando o caminho do golo à bola.

O golo traduziu verdade e justiça no marcador. Foram os homens da casa, o único conjunto a procurar a conquista dos três pontos.

O Vitória de Setúbal foi dando conta do recado até poder, deixando boas indicações para o futuro com um plantel bem estruturado.

No que concerne à equipa leonina, não pode ser tão perdulária na fase final da construção.

Bruno Paixão esteve bem, num jogo que não trouxe grandes dificuldades, ao árbitro da Associação de Futebol de Setúbal.

 

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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