Seferovic resolveu e Benfica passa em Chaves com nota mínima

No jogo que encerrava a segunda jornada do campeonato, o Benfica venceu o Desportivo de Chaves por 1-0. O golo que salvou a equipa encarnada foi marcado por Seferovic aos 90+2.

Rui Vitória apresentou a mesma equipa que defrontou e ganhou ao Sporting de Braga, enquanto que Luís Castro apresentava três novidades no onze flaviense: Furlan, Galvão e Jorginho.

Desde o pontapé de partida que se notava que não iria ser fácil para o Benfica vencer um Chaves que se mostrava intenso, fechando bem os espaços e levado sempre pela criatividade dos seus extremos, Jorginho e Matheus Pereira. O jogo iniciou muito fisico, muito cauteloso, nenhuma das equipas criava grande perigo e era o Chaves quem melhor parecia estar a conseguir pôr em prática a sua estratégia. A primeira situação de perigo só surgiu aso 18′ minutos com um remate de Salvio que Ricardo defendeu a meias com o poste. O Chaves respondeu e, à boleia de Matheus Pereira que tirou um excelente cruzamento, Galvão rematou com nota acrobática para as mãos de Varela.

O Benfica só conseguia sair com qualidade quando apanhava a equipa adversária descompensada. Aconteceu aos 26′ minutos, com Nuno André Coelho a evitar o golo do Benfica praticamente em cima da linha de baliza e posteriormente aos 32′ minutos, com Salvio a desperdiçar o golo na cara de Ricardo. Era Salvio quem mais ia tentando, mas ou perdia a bola a meio da jogada, ou finalizava fraco e fácil para o guarda-redes Ricardo. Nuno André Coelho também se ia certificando que a muralha do Chaves não era abatida. Sempre com frieza e calculismo, além de se mostrar forte no jogo aéreo, pelo chão fez dois cortes providenciais, a Salvio em cima da linha e a Seferovic quando este estava em posição privilegiada. A primeira parte acabou movimentada e com oportunidades para ambos os lados.

Inicio da segunda parte, a equipa flaviense parecia ir descendo cada vez mais no terreno e só saía quando o Benfica se encontrava todo subido. Num desses momentos, Jorginho tem nos pés a grande oportunidade do Chaves. Este rematou forte, de pé direito, com a bola a desviar ainda em Luisão, mas com o guarda-redes do Benfica a responder à altura. 1 minuto depois, bola no poste para o Benfica, depois de um excelente remate de Jonas.

O Benfica lá ia criando situações de perigo mas pecava na altura crucial, na finalização e nenhum dos jogadores encarnados parecia conseguir contrariar esta situação. Exemplo disso foi a dupla ocasião aos 63′ minutos. Grande passe de Jonas, a picar a bola para Pizzi, mas Domingos Duarte cortou no último momento. A bola ainda sobrou para Cervi, tirou o cruzamento para Seferovic, que cabeceou mal por cima da barra. No outro lado, os transmontanos iam dependendo sempre de Matheus Pereira e de Jorginho para sair com perigo, dificultando muito o trabalho defensivo dos laterais do conjunto da Luz.

Com a entrada de Rafa aos 69′ minutos, o Benfica ganhava mais frescura, velocidade e criatividade. Mas o Chaves não cedia. Nos últimos 20 minutos, a equipa estacionou por completo na sua área, tirando todo o espaço ofensivo encarnado que ia sentindo muitas dificuldades para furar a defesa adversária. Canto após canto, o Benfica desesperava e a bola parecia não entrar.

O empate parecia já uma fatalidade para o conjunto lisboeta. Claro que praticamente toda a segunda parte foi dominada pelo Benfica, mas as oportunidades não foram tantas assim. Até que o golo surgiu nos momentos finais. Sem desistir, Pizzi lançou Rafa na profundidade, este lutou, entregou a Seferovic, e o avançado mostrou que tem o dom do golo ao resolver, para alívio dos benquistas.

Vitória muito sofrida do Benfica com destaque novamente para Haris Seferovic. Ao marcar frente ao Vitória Guimarães, para a Supertaça, e frente ao SC Braga, para a estreia na Liga, o avançado ganhou logo a simpatia dos adeptos do Benfica. Mas ao dar os três pontos na difícil deslocação a Chaves, Seferovic é certamente o novo herói dos encarnados. Apareceu a espaços a prometer o golo que poucos já esperariam, mas em mais uma tentativa, ou melhor, na última, o suíço resolveu o encontro com um golo pleno de oportunidade, classe e sentido de baliza.

Três pontos muito suados para a equipa da Luz que, com 6 pontos, iguala Porto, Sporting e Rio Ave (próximo jogo fora dos encarnados). O Chaves morreu na praia e acabou por ser derrotado em casa, naquela que é a sua segunda derrota no campeonato.

 

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Licenciado em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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