Treinador do Sporting Espinho, analisa o campeonato de Portugal e tece duras criticas à FPF

O campeonato de Portugal, deu o pontapé de saída no passado fim de semana e nesse sentido, importa relembrar as palavras de Rui Quinta, treinador do Sporting de Espinho, inconformado com o regulamento desportivo utilizado, no competitivo campeonato. Os pupilos de Espinho, foram ao reduto do Canelas 2020 empatar a duas bolas.

O treinador dos tigres, manifestou total descontentamento com os novos moldes do Campeonato de Portugal e, em declarações ao jornal Record, é peremptório em definir o alvo que está no cerne da discórdia, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), entidade responsável pela organização da competição.

O técnico sem papas na língua atira: “As pessoas que superintendem o nosso futebol olham para este campeonato como um estorvo. Não sabem, nem tão pouco estão preocupados, com os danos que estão a causar às direções dos clubes. Se a direcção da FPF anda à procura em delegar em alguém que organize este campeonato, chegou a hora das associações darem um murro na mesa e assumirem o controlo desta prova para que os interesses dos seus filiados sejam devidamente defendidos”.

Rui Quinta fala da quantidade de clubes despromovidos, nos actuais moldes, acusando que: “Os diretores da FPF olham para este campeonato por olharem, porque os interesses deles são as seleções. Criarem uma competição em que militam 80 equipas e, depois, chegam ao final das 30 jornadas e relegam 30 clubes para os distritais”, salienta ainda como: “Aberrante e absurdo”

No que concerne às injustiças, prossegue com abordagem ao modo como são promovidas as equipas: “No aspeto da subida de divisão o grau de injustiça não é menor, não só por subirem apenas duas equipas, mas mais por aquilo que as mesmas são obrigadas a fazer para conseguirem os seus objetivos. Uma equipa pode ser campeã de série, ao fim de 30 jornadas, só com vitórias e ser arrumada no primeiro jogo do ‘playoff'”, inconformado acrescenta: “É incompreensível como se organiza uma prova que termina em Abril. Será que alguém pensou em acautelar os interesses dos clubes, dos treinadores, dos jogadores e até dos sócios dos clubes? Poderiam ter colocado 18 clubes em cada série para termos campeonato durante dez meses, mas nem isso fizeram”

O mister do histórico emblema da cidade de Espinho, conclui com angustia: “É desprestigiante para um País que adora o futebol, ter alguém que organiza um campeonato que ao fim de nove meses termina! Isto é uma vergonha!”

Não obstante desta profunda e coerente análise, o experiente treinador, está decidido em dar as melhores alegrias aos adeptos do Sporting de Espinho: “O Espinho é um clube com história e que merece militar num escalão superior. Vamos procurar dar continuidade ao que foi feito na época anterior, porque queremos lutar pelos lugares cimeiros e, se possível, pensar em voos mais altos”

Rui Quinta, recorde-se, conta no currículo com dois títulos de campeão nacional, ele que foi adjunto de Vítor Pereira no FC Porto quando os dragões conquistaram os títulos de 2011/12 e 2012/13.

Recordo que, os excertos das declarações do treinador do Sporting de Espinho, foram retirados, no âmbito de uma entrevista que este, deu ao Jornal Record.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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