Belenenses e Vitória Setúbal empatam num jogo de sabor agridoce para o clã Paciência

Ontem à noite, em jogo inaugural da quarta jornada da Liga NOS, o CF Os Belenenses recebeu no seu reduto, o Vitória de Setúbal, tendo o resultado final (1-1), traduzido justiça no marcador, face ao futebol ptaticado por ambos os conjuntos. Com o empate registado, mantem-se a tradição, o Belenenses não vence em casa os sadinos, desde 2009.

Os primeiros 45’ trouxeram uma disputa muito interessante entre as duas equipas. Ambas estavam decididas em marcar e a conquistar os três pontos. Os homens de José Couceiro, entraram melhor com Arnold, João Teixeira e Gonçalo Paciência, em evidencia, ainda assim, se os sadinos fecharam o primeiro tempo com mais posse de bola, o equilíbrio era notório, até nas ocasiões de perigo. Os guarda-redes, tiveram hipótese de brilhar com João Amaral a permitir uma boa intervenção de Muriel e do outro lado, Trigueira neutralizou um remate de Maurides.

Contra a corrente do jogo e chegados ao minuto 20, na sequencia de um Livre apontado por Filipe Chaby para o centro da área, Gonçalo Paciência na tentativa de corte, acaba por colocar a bola na própria baliza através de cabeceamento. O avançado sadino com um lance infeliz, colocava a equipa treinada pelo seu pai, em vantagem no marcador.

Com o golo, os visitantes ressentiram-se animicamente e fraquejaram, permitindo aos locais, maior pendor ofensivo, fruto desse caudal, surge um lance polémico aos 32′ que motivou análise de vídeo-árbitro.  Após uma queda de Roni, num lance com João Teixeira, na área do Vitória, o juiz Manuel Oliveira, assinalou marca de grande penalidade. Porém, alguns minutos depois, com a consulta do vídeo-árbitro, a decisão inverteu-se e anula a inicial, retomando a partida, dando posse de bola aos visitantes.

Até final do priemiro tempo, o jogo fora pautado por alguma emoção e muito equilíbrio.

Refeitos de descanso e no inicio dos segundos 45′, foi o Belenenses a trazer mais pressão alta, subindo no terreno, ainda assim, a estratégia do conjunto de Domingos Paciência foi suplantada, com o passar dos minutos, por um jogo ‘partido’ a meio-campo, com poucas iniciativas ofensivas de ambos os lados e com a quebra de rendimento a fazer-se sentir de forma mais evidente nos azuis do Restelo. Domigos faz sair Roni para entrar Femi Balogun aos 59’, por sua vez, a estratégia de Couceiro viria a trazer mais efeito com a substituição de Willyan por Rafinha aos 63’ a proporcionar maior caudal ofensivo aos sadinos em contarparida da dos adversários que, foi diminuindo pela quebra de rendimento e intensidade.

O jogo ia trazendo mais perigo para a baliza de Muriel e aos 71’ ambos os treinadores resolvem abanar as estrutura. Domingos, opta por refescar, trocando Filipe Chaby por Persson, enquanto que no lado oposto, saiam Gonçalo Paciência e João Teixeira para entrarem Vasco Costa e Edinho. O vitória corria atrás do prejuízo e arriscava mais tacticamente.

A justiça no marcador aparece a menos de dez minutos dos 90´. Um cruzamento de Nuno Pinto, na sequência da cobrança de um livre directo, faz a bola voar sobre a área e entrar dentro da baliza de Muriel.

Aos 85’, o Vitória vê o guardião da equipa da cruz de cristo a neutralizar aquele que seria o segundo dos forasteiros, ao defender com a ponta dos dedos, um potente remate de Rafinha.

Na compensação, os homens da casa, ficam reduzidos a dez jogadores, com a expulsão de Sasso, por duplo amarelo.

Quase volvidos os 4′ do tempo extra concedido pelo arbitro, fica um pontapé de penalti por assinalar a favor dos pupilos de José Couceiro. Iniciativa individual de João Amaral com entrada na área dos  homens do Restelo e o remate é desviado pelo braço do lateral André Geraldes, que estava a uma curta distância do adversário. Manuel Oliveira deixou passar.

Um jogo agridoce para a família Paciência em que o filho de Domingos com um triste autogolo, faz a equipa do pai contentar-se com um ponto, fruto dessa oferta….

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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