Rio Ave vs SL Benfica: Águia voa baixo junto às margens de um Ave de enorme caudal

Afinal há ditos”pequenos” que jogam como “grandes”. O Rio Ave manteve-se fiel aos princípios de jogo que exibiu nas três jornadas anteriores a este confronto, não se encolheu perante o tetracampeão, e surpreendeu tudo e todos. Varela, a meias com Lisandro López, “ofereceram” à formação da casa o primeiro golo, mas seis minutos depois, um penálti de Jonas ditou o desfecho final. Tudo somado, aceita-se o empate.

 

O Rio Ave entrou com o pé no acelerador, mas o Benfica foi para o jogo com o “ferrari na reserva”. Isto porque os tetracampões nunca conseguiram acompanhar o ritmo imposto pelos vila condenses.  O primeiro aviso surgiu da genialidade de Francisco Geraldes. O médio emprestado pelo Sporting, num remate de classe, quase surpreendeu Bruno Varela que fez uma defesa em esforço.

A formação orientada por Rui Vitória, com Rafa no lugar de Salvio, só não saiu para o intervalo a perder por falta de pontaria contrária. Em 45 minutos, o Benfica pouco ou nada fez, e aquele futebol tão bem executado ao longo da época anterior- refiro-me à circulação de bola e

Rafa ocupou o lugar de Salvio mas não foi feliz no encontro.

progressão no terreno com futebol apoiado – não apareceu.

As equipas foram para o intervalo com distintos sabores na boca. Enquanto que o nulo no marcador  era penalizador para o futebol praticado pelos pupilos de Miguel Cardoso, para os encarnados, era agradável. Isto tendo em conta o que os tetracampeões produziram durante a primeira parte. Pedia-se muito mais às águias no segundo tempo, e embora não tenha sido algo do outro mundo, foi isso que o Benfica trouxe no regresso ao relvado.

Com a segunda parte vieram os golos, e mais Benfica. O Rio Ave foi a equipa a marcar primeiro, numa infelicidade de Lisandro López, que saltou do banco para substituir o lesionado Jardel. Geraldes (quem mais poderia ser), principiou a jogada, Bruno Teles cruzou forte para a área, Bruno Varela conseguiu antecipar-se a Guedes, mas desviou contra Lisandro e a bola entrou na própria baliza.

A resposta não tardou em aparecer. Seis minutos depois, Marcão puxou Jonas de forma disparatada dento da grande área, e viu Hugo Miguel apontar para a marca dos 11 metros. Jonas teve sangue frio e não desperdiçou.

O golo da igualdade aqueceu o jogo. O Benfica foi para cima do rival, mas Cássio redimiu-se da intranquilidade transmitida até então com duas enormes defesas. Rui Vitória colocou em campo Raúl Jiménez, herói dos últimos dois encontros do Benfica nos Arcos, mas nem isso serviu para desfazer uma igualdade que se pode considerar  justa para o que se viu no jogo.

Desta forma, ambas as equipas ficam lado a lado durante (pelo menos) mais uma jornada. Para o Benfica, que ambiciona o pentacampeonato, podia ter sido bem pior. Teve pela frente uma equipa que mostrou personalidade, atitude e compromisso com o jogo. Para os vilacondenses, sabor agridoce: travar o tetracampeão, é por si só uma grande conquista, contudo, com um pouco mais de prudência, os homens de Vila do Conde até podiam ambicionar algo mais.

Ricardo Rocha Cruz

Confiante, resolvido consigo mesmo e ousado. Prazer, chamo-me Ricardo Cruz. Bem-vindos ao meu novo projeto. 

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