Bruno de Carvalho, em entrevista à Sporting TV, falou sem filtros

Bruno de Carvalho concedeu ontem à noite uma entrevista ao canal leonino e abordou vários temas da atualidade do futebol Nacional, com especial foco, nos castigos que tem sido alvo por parte do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. O presidente dos leões, defendeu-se e assegurou que a sua intenção é lutar pela verdade desportiva e conseguir marcar pela diferença, uma era no clube leonino.

 

 

“Aquilo que pretendo é continuar a fazer o que tenho feito desde que cheguei ao futebol, que é pugnar pela verdade e transparência para que as pessoas conheçam melhor os meandros do futebol. Quero que a minha passagem pelo futebol seja marcante para o Sporting, e felizmente está a sê-lo. Falta aquilo que todos ambicionamos, o título”, enfatizou o dirigente leonino.

 

Quando foi confrontado sobre eventuais consequências de falar em público estando castigado, o presidente do Sporting, não mostrou estar preocupado, referindo que tem o direito de falar. Bruno de Carvalho acusou a comunicação social de contribuir para a “massificação da estupidez” como existia no “regime da ditadura”.

“Eu tenho um direito que a constituição me dá, que é a liberdade de poder falar, e tenho um direito que mais de 90% dos associados que foram à votação mais concorrida de sempre do Sporting me deram, que é de representar o Sporting Clube de Portugal e a Sporting SAD. A verdade dói”, salientou Bruno de Carvalho que virou baterias para a comunicação Social: “A comunicação papel está a fazer um papel como no regime da ditadura, que é a massificação da estupidez, fazer com que o povo fosse burro. E eu vejo, pelos comentadores, que estamos outra vez nessa tentativa de massificação da estupidez. A partir do momento em que quiserem que eu entre neste tipo de situações é o momento em que eu tenho de sair”, disse.

 

Bruno de Carvalho falou ainda de Pedro Madeira Rodrigues, concorrente a presidente do Sporting que é agora comentador na CMTV.

“O Pedro Madeira Rodrigues representa o quê? Uma percentagem inferior à do Paulo Pereira Cristóvão? Está a representar o Sporting [na CMTV]? Os sportinguistas já lhe disseram o que pensam dele”, contou, referindo-se às eleições presidenciais do clube realizadas em março do corrente ano.

 

O presidente do clube leonino, recorreu à ironia para abordar o “caso do túnel” e em tom ameaçador, proferiu que:

“Não me surpreende nada. O caso do túnel é dos mais engraçados que já vi na minha vida, não tendo graça nenhuma. Eu tenho família. Vão ter que pagar pelo que me fizeram, andam a brincar com a vida das pessoas. O caso do túnel é giríssimo e tem coisas de bradar aos céus”.

 

No que concerne ao processo-crime interposto por Carlos Pinho, Bruno de Carvalho adiantou que:

“Há uma coisa que as pessoas não sabem: fui chamado à policia porque o senhor Carlos Pinho pôs-me um processo-crime. O relator do CD, doutor Ricardo Pereira, é capaz de dizer que eu fiz um depoimento um bocado confuso. Este senhor deu-me lições de bom senso, parece que o presidente não pode estar onde quiser no estádio do seu clube, tem que ir para o balneário da sua equipa”.

 

Bruno de Carvalho anunciou ainda que vai agir, pela justiça cível, contra José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

“O Dr. Meirim vai ter de responder no sítio certo a todas estas decisões que tem tomado”, afirmou o presidente leonino em entrevista à Sporting TV, escalpelizando o acórdão do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que justifica a suspensão de 113 dias que lhe foi aplicada, mas também o artigo que escreveu no jornal A Bola que esteve na base do castigo

 

Questionado sobre eventuais repercussões com a entrevista, Bruno de Carvalho, não abdica de ser como é, e garante zelar sempre pela verdade. 

“Não sei o que vai acontecer depois desta entrevista, mas continuarei a vir aqui ciclicamente a pugnar pela verdade, para que as pessoas conheçam cada vez melhor os meandros do futebol. Não acredito que esta entrevista dê direito a qualquer castigo porque o que vou dizer é factual, são factos e documentos da federação”, afirmou, pegando então no acórdão do processo disciplinar de que foi alvo.

 

Bruno Carvalho questionou alguns dos argumentos do acórdão, defendendo que o artigo que escreveu no jornal A bola, intitulado “Os árbitros merecem melhor”, “resultou de um trabalho profundo com a APAF, então orientado por José Gomes Fontelas”.

“Tudo o que disse e defendi no artigo sobre as mudanças arbitragem acabou por acontecer: os relatórios tornarem-se públicos, o novo sistema de avaliação… Vaticinei o que iria acontecer”. acrescentando ainda que: “O Conselho de Disciplina achou que era irrelevante ouvir José Gomes, uma testemunha que eu apresentei no processo, que era presidente da APAF. Mas não foi por isso que se coibiu de me castigar forte e feio com o maior castigo depois do Apito Dourado. É isto que as pessoas têm de saber”

 

Houve tempo ainda para falar de Vítor Pereira e da polémica adjacente a este. Bruno de Carvalho questiona que, tendo em conta ter sido castigo por atentar contra a honra de Vítor Pereira, antigo responsável pela arbitragem da FPF, o mesmo, não lhe tenha interposto qualquer processo

“Não é estranho que Vítor Pereira nunca me tenha posto qualquer processo?”, o presidente salientou ainda: “Sou o único que tenho coragem de defender os árbitros, e tudo o que eu disse neste artigo está alterado. O Dr. Meirim tem de começar a perceber que as decisões que vai tomando vão ter consequências, eu vou colocar os meus advogados, na justiça cível, a trabalhar naquilo que considero, no mínimo, uma atuação muito parcial no que a mim diz respeito”, anunciou.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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