“Desculpo-o quando pedir desculpa ao meu País”

Foi exatamente há 20 anos atrás que o árbitro francês Marco Batra decidiu exibir o cartão vermelho a Rui Costa numa das mais controversas expulsões da história da seleção nacional.

Duas décadas depois, Rui Costa recordou o momento em entrevista ao jornal “A Bola”.  “Foi a minha única expulsão em toda a carreira profissional de futebol. Não consegui, à data ou ainda hoje, encontrar uma explicação. Foi uma coisa inédita e única na alta-roda do futebol. (…) Não há qualquer lei que determine quanto tempo deve passar para um jogador que vá ser substituído sair de campo. (…) Demorei no máximo 25 segundos a chegar à linha lateral”, explicou.

De salientar que Portugal vencia por 1-0 no Estádio Olímpico de Berlim (golo de Pedro Barbosa, aos 71 minutos) e o resultado abria boas perspectivas de apuramento para o Mundial de 1998.

 

Rui Costa recordou um episódio recente, em que Batta esteve no Estádio da Luz, num jogo para a Liga dos Campeões, e tentou desculpar-se perante o agora diretor desportivo do Benfica

Recentemente, num jogo no Estádio da Luz para a Liga dos Campeões, ele estava como observador do árbitro e pediu para falar comigo, para dizer que tinha errado, que não estava contente com o que se tinha passado. Eu mandei dizer o que sempre disse e o que sempre direi: ‘Desculpo-o quando ele pedir desculpa ao meu País’. Porque o que ele fez foi prejudicar o meu País. Os próprios jornais franceses escreveram no dia seguinte em primeira página: ‘Batta tira Portugal do Mundial’. E a verdade é que desde 1996 até hoje só falhámos uma fase final de uma grande competição. Foi aquela”, referiu. 

Ricardo Rocha Cruz

Confiante, resolvido consigo mesmo e ousado. Prazer, chamo-me Ricardo Cruz. Bem-vindos ao meu novo projeto. 

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