Sporting com entrada rompante, quase terminava com um resultado decepcionante

O Sporting entrou da melhor maneira no jogo de ontem, frente ao Olympiacos, estreando-se na fase de grupos da UEFA Champions League, com uma vitória na Grécia (2-3), conquistando os ambicionados três pontos e os sempre uteis 1,5M€ para os cofres do clube de Alvalade.

O clube leonino entrou de garras afiadas e aos 2′ em livre marcado por Acuña à direita, Doumbia de cabeça no centro da área, abria o marcador. Os pupilos de Jorge Jesus, estavam focados num só rumo e o segundo golo apareceu aos 13′ por intermédio de Gelson Martins com um contra ataque rápido em que o internacional português, corre o meio campo todo com posse de bola e friamente, em frente ao guardião dos gregos Stefanos Kapinos, não vacilou e colocou a bola dentro da baliza. O campo parecia estar inclinado e os gregos assistiam impotentes, ao desfilar de um leão de juba bem levantada com o olhar fixo na baliza. Os leões aos 18′ fizeram abanar a baliza grega com um remate de Bruno Fernandes, que treinava a pontaria. O domínio da equipa portuguesa foi evidente e pouco tempo depois do poste travar o terceiro golo do Sporting, foi a vez de Coates, numa incursão atacante aos 22′, permitir que o guardião dos gregos brilhasse, ao fazer uma boa intervenção, evitando assim, o terceiro golo leonino. O primeiro tempo só dava Sporting e a 5 minutos do apito para o intervalo, uma perda de bola do Olympiacos, permitiu ao marfinense Doumbia entregar na área, a Gelson, que depois de se desenvecilhar do defesa grego, atirou forte, à barra. A bola depois de tanto bater nos ferros, fez a vontade à equipa visitante e a primeira parte não terminaria, sem o terceiro golo do Sporting. Ao minuto 43, num passe magistral de Coates, Bruno Fernandes, com desmarcação rápida, faz o gosto ao pé e apontava o terceiro dos leões, com um toque subtil, colocando o esférico, no local certo.

Assistíamos a uns primeiros 45 minutos avassaladores, que permitiam à equipa portuguesa, encarar a segunda metade com tranquilidade.

Após o descanco, Besnik Hasi mexe na equipa, tirando o avançado Fortounis, colocando o médio defensivo, Zdelar, na expectativa de dar mais consistencia a meio do terreno, e facilitar as transições ofensivas. Na segunda metade, essa mesma tranquilidade leonina, tornou-se madrasta tendo em conta que, o Sporting limitou-se a gerir o resultado, abrandando o ritmo. O Olympiacos aumentou a posse de bola, ainda que, raras foram as vezes que incomodaram Rui Patrício. Jorge Jesus aos 63′, refrescava o ataque e tirava Doumbia, dando lugar a Bas Dost. O jogo parecia estar resolvido e o Olympiacos espreitava a oportunidade, mais pelo erro dos leões que, propriemente por mérito próprio. Um arrepio para as hostes leoninas, quando o guardião leonino após atraso de Battaglia, tenta entregar a bola a Mathieu e acaba por oferecer a Emenike, não fora a rapidez do central francês e o golo poderia ter sido, a consequência de tal falha. O mister leonino, ia gerindo os seus pupilos e aos 72′ trocava Gelson por Bruno César. Sem o mesmo rigor táctico, o Sporting ia cometendo mais erros e os gregos tentavam ainda que, sem grande consistência, subir no terreno. O técnico dos homens da casa, fazia saltar do banco aquele que acabou por alimentar a chama grega, Felipe Pardo rendia aos 78′, Carcela que, não fora o seu egoísmo e poderia ter dado mais dinâmica ofensiva, ao Olympiacos. Aparentemente com o resultado fechado, os leões mexem novamente na equipa e Bruno Fernandes dá lugar a Ristovski aos 87′. E a partir daqui, quase se dava uma tragédia grega, Pardo a onze minutos do fecho da partida, com lance individual, faz a bola passar entre as pernas de Mathieu e surpreende Patrício. O festejo quase roçava a ironia, tão longe estava a corrente do jogo de permitir que no ultimo minuto da compensação, o mesmo Pardo, bisasse, befificiando de uma falha de marcação de Jonathan Silva. Ainda assim, apesar de muito próximo do lance, Patrício parece que fica mal na fotografia.

Leões entraram de garras afiadas e terminaram com as garras limadas

No outro jogo do grupo, o Barcelona recebeu e derrubou a Juventus, por três bolas sem resposta.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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