Benfica novamente derrotado por 2-1, desta vez frente ao Boavista

Indícios de crise? Tal como no jogo contra o CSKA, os encarnados marcaram primeiro mas acabaram por ceder três pontos ao adversário. Jonas marcou logo aos 6 minutos, num cabeceamento certeiro a cruzamento de Zivkovic, mas na segunda parte a organização defensiva da equipa de Rui Vitória foi quebrada pela pressão dos axedrezados. Os golos do Boavista surgiram em bolas paradas, e foram marcados por Renatos Santos e Fábio Espinho, respetivamente aos 54′ e 72′.
Jonas, autor do golo, e o estreante Rúben Dias, que fez uma boa exibição

Rui Vitória partiu para este jogo com um plantel limitado: Fejsa e Jardel já estavam lesionados, mas uma febre afastou Lisandro do jogo à última hora. A solução foi encontrada na equipa B, Rúben Dias, central de 20 anos que trabalhou na pré-época com os séniores. O Boavista estava praticamente na máxima força, mas com um treinador chegado à… dois dias. Uma estreia positiva para Jorge Simão, portanto. Os tetracampeões nacionais entraram bem, marcando o golo cedo e tendo algumas oportunidades na primeira meia-hora, por Jonas de livre, Zivkovic e Pizzi. Nesse espaço de tempo, Bulos introduziu a bola na baliza de Varela, mas o golo foi anulado. A partir dessa meia-hora o Benfica foi baixando o ritmo e retendo a posse da bola, mas raramente criava perigo. Apesar da boa prestação de Renato Santos, os da casa acabavam o primeiro tempo sem remates (legais).

 

Os carrascos Fábio Espinho e Renato Santos

Jorge Simão não quereria perder o primeiro jogo no Bessa, e fez entrar David Simão por Gilson, na tentativa de ganhar mais caudal ofensivo. A sua equipa entrou muito pressionante na segunda parte, quase instransponível no meio-campo, destacando-se o suplente utilizado. Fábio Espinho ameaçou de longe, mas Varela agarrou seguramente a bola. Dois minutos passados, aos 49′, Salvio saiu lesionado e foi rendido por Rafa Silva. Aos 54′, um lançamento lateral gerou caos na área benfiquista e culminou no golo do empate, mérito de Renato Santos que ganhou posição frente a Varela. Os primeiros quinze minutos da segunda metade apresentavam um Benfica anestesiado, sem chegar uma única vez à baliza contrária, a não ser aos 62 minutos num bom remate de Jonas, embora defendido por Vagner. A posse ainda era mantida pelos encarnados, mas não havia penetração suficiente. 72 minutos apontados e o déjà vu de terça-feira consumou-se: 2-1 para o Boavista, num golo com muitas culpas para Varela, que desviou deficientemente o livre de Espinho para as redes. À chegada dos últimos dez minutos, Gabriel Barbosa e Rafa Silva perderam em conjunto a derradeira oportunidade de golo, mas deixaram Vagner recolher a bola, para desespero de Rui Vitória.

 


Segunda derrota consecutiva das “águias”, terceira vez consecutiva que não levam de vencida os boavisteiros. Começam a notar-se as limitações do plantel encarnado, que foi “remendado” esta época? O que é certo é que Rui Vitória tem habituado os benfiquistas a começos de época menos seguros, mas uma gradual estabilização dos resultados ao longo da época.

 

 

 

 

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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