Um Belenenses mais esclarecido no segundo tempo permitiu a conquista dos três pontos

O Belenenses recebeu e venceu esta tarde, a formação do Estoril-Praia pela margem mínima (2-1). Apesar da exibição menos conseguida dos homens do Restelo, para a história, fica o mais importante, o resultado.

Os primeiros 45 minutos deixavam antever o pior cenário para os homens da casa. A formação canarinha expunha o seu jogo como queria, com os locais, impotentes para contrariar um Estoril afoito e destemido.

Um Belenenses muito recuado e com um meio campo sem criatividade e profundidade, jogava no erro do adversário. No entanto, coube aos pupilos de Domingos Paciência, os momentos mais flagrantes para mexer o marcador. Primeiro Gonçalo Silva de cabeça e depois, após um livre de laboratório, foi a vez de Maurides fazer estremecer o poste, num lance que se exigia maior clarividência do jogador, que estava isolado e sem ninguém na baliza. O conjunto liderado por Pedro Emanuel mostrou bom futebol, muito organizado taticamente, faltando mais objectividade no acto da finalização. Se por um lado, os visitantes mostravam um jogo muito agradável, os azuis saiam com transições ofensivas atabalhoadas e com muitas bolas pelo ar, faltando consistência na ligação entre sectores. O emblema da cruz de Cristo, praticava um futebol sofrível, contra um Estoril decidido em conquistar os três pontos.

No regresso para o segundo tempo, os homens da casa trouxeram uma nova postura com maior pressão e mais organização, pressionando à saída de bola dos estorilistas e mais consistentes, na organização defensiva. Aos 73 minutos, um passe de Florent para o recém entrado Tiago Caeiro, após um bom trabalho individual, acabaria por facturar para os azuis, abrindo o marcador. Os canarinhos ressentiam o golo e perdiam discernimento e acutilância ofensiva, recorrendo muitas vezes em faltas desnecessárias, que roçaram a maldade. A 6′ do desfecho da partida, o guardião Moreira cometeu uma saída fora de tempo, permitindo a André Sousa, num bom remate de fora da área, fazer um chapéu ao guardião canarinho, aumentando a vantagem azul.

O relógio pouca margem dava, para os homens de Pedro Emanuel tentarem inverter a situação. A formação da casa limitava-se a esperar pelo apito final. Nos descontos, os canarinhos colocaram alguma justiça no marcador, por intermédio de Kléber mas o apito do juíz, suou pouco tempo depois.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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