Qualificação Mundial 2018: O bom e o mau na Europa

54 selecções deram, desde o arranque da qualificação para o Mundial 2018, o que tinham e o que não tinham para garantirem o apuramento directo para a maior competição de futebol do planeta terra. Mas a verdade é que nem todas elas conseguiram e apenas nove garantiram já presença nas terras de Putin.

Muitas contas, muitos sustos, muitas esperanças foram fazendo parte do percurso de seleccionadores e jogadores e, contas feitas, as equipas apuradas e as que vão ao play-off estão decididas, já não há nada a fazer. Por isso mesmo, decidimos hoje fazer uma espécie de balanço final de tudo o que foi bom e de tudo o que foi mau.

O bom

Vamos começar por falar do que de melhor aconteceu. A Selecção Portuguesa foi apurada para a próxima fase e os actuais Campeões da Europa vão estar presentes no Mundial! Obrigada Fernando Santos, obrigada aos 23 homens que vestiram a camisola e obrigada a todo o Staff da Selecção A. O que era escusado, na minha mais modesta opinião, era o facto de termos esperado pelo último jogo para que isso acontecesse! Não havia necessidade, mas como o português está habituado a estas coisas, já ninguém estranha.

Seleção belga é uma das que “mais promete” para o Mundial 2018.

O que também é bom é contarmos com várias selecções de grande qualidade, que fizeram parte do Europeu, que voltam agora às luzes da ribalta: França, Alemanha, Sérvia, Polónia, Inglaterra, Espanha, Bélgica e Islândia. Tudo grandes selecções e com qualidade mais que comprovada, (curioso é que 4 delas jogaram connosco no Euro 2016) o que vem demonstrar que não é só na América do Sul que as equipas nacionais têm qualidade. A Europa tem muito para crescer, sim, mas tem uma palavra a dizer quando o assunto é futebol e ainda bem.

 

O mau

E depois de darmos as palmadas nas costas, chegou a altura que ninguém gosta: a de falar do que foi mau. E não, não vale a pena falarmos mais do jogo com Andorra ou da 1ª derrota com a Suiça. O assunto Selecção Portuguesa está mais do que encerrado neste artigo.

Lorenzo Insigne a tentar driblar um adversário, no jogo Albânia vs Itália.

O futebol tem coisas boas, tem coisas más e tem surpresas e resultados que nunca ninguém imaginaria que acontecessem… Veja-se o caso da Holanda, a laranja mecânica perdeu o sumo, a vitamina e vai ver o Mundial no sofá da mesma maneira que viu o Euro 2016. Isso para mim é que é mau… Uma equipa que, desde 2004 esteve presente em todo lado, nos últimos tempos tem estado a cair a pique. Esta não é a Holanda que eu adorava ver jogar. Esta não é a Holanda que eu estou habituada a ver, esta não é a Holanda e, que me desculpem, eu não me conformo.

Mas pior do que a Holanda? Itália. Sim, eu sei que vai ao play-off e esteve no grupo da Espanha, mas ver uma Selecção que já foi a Melhor do Mundo a ir a um play-off? É surreal para mim, mas mais surreal ainda é que a diferença de pontos para o 1º lugar não é de um ponto, nem de três, mas cinco.

Afinal o que é que se passa com o futebol?

Mariana Ferreira

Mariana Cordeiro Ferreira, 25 anos. Apaixonada por futebol desde que me conheço. Criadora e Coordenadora Geral do blog "O Futebol no Feminino", desde 2013. Colaboradora na Sporting Fans, no Super Sporting e no Dabancada... E ainda comentadora da Curva Belíssima da Sporting TV. Escrevo sobre futebol, porque sinceramente não conheço outra forma de mostrar o meu amor pelo desporto rei.

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