Olhanense 0x1 Benfica: Miúdos passam com um satisfaz

Um chapéu madrugador de Gabriel Barbosa permitiu ao Benfica ganhar a um Olhanense organizado e combativo, passando à quarta eliminatória da Taça de Portugal. Rui Vitória apresentou um onze renovado, por força de lesões e pela maior acessibilidade do adversário, na teoria. Na prática Olhanense e Benfica tiveram o mesmo número de remates e batalharam pelo resultado.

O Olhanense, equipa da série A do Campeonato Portugal Prio, recebeu os tetracampeões nacionais no Estádio do Algarve e vendeu cara a derrota. Curiosamente, a formação algarvia tinha dois jogadores formados no Benfica: André Dias, que fez um belo jogo, e Pedro Dias. Do lado do Benfica, estreias de Douglas, e Svilar, que é agora o guarda-redes mais jovem de sempre a jogar pelas águias. 

Os holofotes centraram-se no mais jovem guarda-redes encarnado de sempre

O jovem belga foi testado logo nos momentos iniciais, por causa duma iniciativa de Januário, mas os encarnados viriam a marcar aos 4′ na primeira oportunidade de golo: Pizzi desmarca Gabigol, e este estreia-se a marcar com um chapéu sublime a Cléber Santana. Nos minutos seguintes a superioridade dos encarnados era evidente, trocando a bola no meio-campo contrário com facilidade, dada a mobilidade do marcador do golo e dos laterais- no seguimento duma incursão de Douglas até à linha final quase que Rafa Silva era feliz, mas um defesa tirou em cima da linha (Douglas esteve bem ofensivamente, porém demonstra algumas fragilidades a defender).

Os homens de Olhão ameaçavam nos contra-ataques, especialmente pelo velocíssimo Jefferson Encada, emprestado pelo Sporting, mas o Benfica dominava o esférico e Krovinovic ameaçou com um volley de longe. Ainda antes do final da primeira parte, duas bolas paradas quase que faziam aumentar a vantagem benfiquista: primeiro Douglas, num livre direto que rasou o poste, e em seguida Rúben Dias viu Jefferson negar-lhe um pontapé à queima-roupa com uma defesa de instinto. O apito para o intervalo soou, e a lei do mais forte confirmava-se.

A segunda parte trouxe maior equilíbrio ao jogo, e arrisco-me a dizer com um ascendente do Olhanense nos instantes finais. O minuto 50′ quase que trazia a igualdade no marcador, mas Léléco desperdiçou uma oportunidade criada pelo irrequieto Encada. A equipa de Rui Vitória estava cada vez mais distante do último terço do campo, e só pela fantástica meia-distância de Diogo Gonçalves é que criou perigo (um remate que deixou a estremecer a barra, aos 65′).

Vitória deu minutos ao extremo de 20 anos, ao eslovaco Chrien e já nos últimos dez a João Carvalho, e talvez as mexidas tenham destabilizado a sua formação, que passou momentos de aperto até ao final do encontro- Rúben Dias fez um par de intervenções importantes ao lado de Luisão, tal como Svilar que controlou muito bem a profundidade da linha defensiva. O avançado Tiago Barros ainda ameaçou de livre, mas a vitória acabou por não fugir ao Benfica, apesar de terem passado o teste com um “satisfaz”. Segue-se o Manchester United na terça-feira, que empatou esta tarde com um nulo, em casa do Liverpool.

Foto: Lusa

 

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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