Taça de Portugal: Presidente do Marítimo critica actuais moldes do sorteio

O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, defendeu ontem que as partidas da Taça de Portugal, deviam ser realizadas no local indicado no sorteio para levar a competição a todo o país.

Decorria a apresentação do Rali do Marítimo em Machico, quando o líder do clube insular, afirmou à agência Lusa que: “Devia ser onde ditou o sorteio. Os concelhos mais pequenos também são merecedores da presença dos clubes grandes nesses mesmos concelhos. Temos de fazer de tudo para dar satisfação a essas pessoas, que estão muitas vezes vedadas desse espetáculo que podemos presenciar”.

Por ocasião da 3.ª eliminatória da prova, o SL Benfica defrontou o Olhanense no Estádio do Algarve, em detrimento do José Arcanjo, em Olhão, enquanto o FC Porto, acabou por medir forças com o Lusitano de Évora no Restelo. Estes foram dois exemplos que sustentaram as afirmações de Carlos Pereira: “O futebol é um evento que queremos que seja dignificado e ele é tanto dignificado no interior, no sul, nas ilhas… Não é pelo Benfica, o FC Porto ou o Sporting jogarem num terreno menos próprio ou mesmo num sintético que devem reclamar. Deve-se sim, tratar da melhor forma para que, essa prova seja levada aos concelhos mais pequenos do país”, afirmou.

 

Quando questionado sobre a expulsão do extremo maritimista Ricardo Valente por ter, alegadamente, feito gestos para o público, no jogo com o Torcatense, para a Taça de Portugal, Carlos Pereira informou que não esteve presente no jogo em São Torcato. No entanto, deixou uma ressalva: “Os gestos devem ser presenciados pelas equipas de arbitragem. Parece-me que, por aquilo que me foi transmitido, não houve reclamação. Houve um único elemento, intencional ou não, que transmitiu à equipa de arbitragem”.

Acrescentou ainda: “Depois de escrito, é quase irreversível. Os atletas têm que ter cuidado com aquilo que fazem e dizem, porque depois, os regulamentos internos, também são penalizadores para eles”, vincou.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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