Buffon tece rasgados elogios ao guardião leonino

Rui Patrício e Buffon estão a poucas horas de se defrontarem novamente, desta feita, em Alvalade, em jogo a contar para a 4ª jornada do Grupo D,  da Champions League. O italiano Gianluigi Buffon deixou alguns conselhos ao guardião dos leões, sempre elogiando o trabalho e evolução do internacional português.

O carismático guarda-redes da Juventus vê o seu homólogo do Sporting, a seguir as suas pisadas e a jogar ao mais alto nível, até aos 40 anos alegando que: “É possível um guarda-redes manter um percurso de grande crescimento, como o que aconteceu nestes últimos anos ao Rui. Tudo depende da sua motivação, força mental, qualidades. E ainda o espírito de auto-crítica. Tudo isto são coisas que fazem a diferença para um jogador se manter tanto tempo ao mais alto nível”, disse o internacional transalpino. 

No que concerne ao recente galardão conquistado pelo dono da baliza da Juve, ´Gigi` Buffon comentou ainda, o facto de estarem em campo, o melhor guarda-redes do Mundo para a FIFA e o melhor guarda-redes do último europeu, ganho por Portugal.

O italiano referiu que: “No que me diz respeito, foi uma enorme satisfação [vencer o galardão de melhor guarda-redes da FIFA], sem dúvida. No que diz respeito ao Rui, penso que foi um prémio merecido, porque ele foi o protagonista de um grande Europeu, juntamente com toda a equipa de Portugal. Poucos pensariam que eles pudessem chegar ao título de campeão europeu. E tal como todas as grandes equipas que vencem competições, o papel do guarda-redes é decisivo. Penso que o Rui Patrício fez de facto um grande Europeu e, aliás, é um guardião de nível internacional há vários anos e muito fiável”, acrescentou.

Aos 39 anos, Buffon parece não dar mostras de querer parar. O guarda-redes da Juventus continua a exibir-se ao mais alto nível. O segredo, revela, é seguir os conselhos dos técnicos.

O transalpino orgulha-se pelo facto de ter tido sempre uma postura positiva e diante dos técnicos, ter respeitado sempre as suas indicações. “Sinceramente, nos últimos 4 ou 5 anos tenho-me mantido ao mesmo nível. Além do que diz o que está no bilhete de identidade, se me perguntam se aos 35 anos estava melhor… não, sinto me igual. Isso é algo que devo aos meus treinadores, que me motivaram da forma mais correta e àqueles que me ensinaram a trabalhar sem olhar para o bilhete de identidade. Essa é a única forma que conheço. É acordar de manhã e ir para o centro de treinos dar o meu melhor por mim próprio e pela equipa”, finalizou.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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