Empate espelha o futebol praticado no relvado mas compromete apuramento dos leões

O Sporting empatou a uma bola na receção à Juventus, no jogo de ontem, a contar para a 4.ª jornada da Liga dos Campeões. O resultado, não serve as aspirações do Sporting que ainda assim, ambiciona a passagem aos oitavos de final da prova. Bruno César marcou para os leões, Higuain empatou para os vice-campeões europeus.

Os pupilos de Jorge Jesus tinham uma àrdua tarefa que passava por vencerem a Juventus, de molde a continuarem a sonhar com o apuramento para os oitavos de final. Caso o resultado fosse uma derrota para os leões, ficavam desde já, afastados da Liga dos Campeões. Como se não bastasse tal obrigação, o condicionamento de plantel, limitava ainda mais, a tarefa de Jorge Jesus. A ausência por lesão de Piccini, Mathieu, Fábio Coentrão e William Carvalho, obrigou o mister leonino a lançar Ristovski, Jonathan Silva, André Pinto e Bruno César, num onze possível e que muito boa conta deu, na tentativa de inverter o resultado de Turim em que os leões perderam pela margem mínima.

Allegri trouxe um conjunto com pendor ofensivo, com Dybala, Cuadrado, Higuaín e Mandzukic e ainda com Pjanic nas costas. A “velha senhora” entrou melhor, a comandar as operações mas sem conseguir furar a defensiva leonina e sem importunar Rui Patrício.

Com dificuldades em construir o seu processo de ataque, só à passagem do minuto 11, o Sporting fez o primeiro remate do encontro, num tiro de Bruno César que saiu por cima. O brasileiro já havia ensinado o caminho à bola até que, aos 20′ acertou no alvo. Gelson desceu pela direita em drible com um “serpentear” a tirar do caminho, Chiellini e rematou forte para defesa incompleta de Buffon para a frente. Na recarga, o médio brasileiro colocou a bola no fundo das redes, fazendo estremecer o Alvalade XXI.

O golo deu tranquilidade ao Sporting, sabendo que no confronto direto com os transalpinos, estavam em vantagem. Até suar o apito para o intervalo, o jogo fora disputado de forma muito dividida, cabendo a Gelson, os desequilíbrios na transições ofensivas.

No regresso para os últimos 45′, os homens da casa entraram com mais garra que o adversário e causaram perigo logo nos minutos iniciais. Uma arrancada de Gelson Martins desde o seu meio-campo, só não fez aumentar a vantagem, porque faltaram forças e pernas ao internacional português que, categoricamente, aguentou as cargas de Alex Sandro e De Sciglio.

Os vice-campeões europeus, acusaram a entrada fulgurante dos leões e encetaram uma estratégia mais ofensiva e sempre muito apoiada com vários jogadores disponíveis para o processo de finalização. Na área do Sporting, os italianos criaram várias situações de perigo, Mandzukic viu Patrício negar-lhe o golo aos 48′. Cuadrado, Dybala também estiveram perto do golo.

Com intuitos distintos, os  dois técnicos mexeram no banco, lançado outras alternativas: Allegri fez entrar Douglas Costa, Bernardeschi e Matuidi para os lugares de Dybala, Khedira e De Sciglio. Jesus respondeu com as entradas de Palhinha e Doumbia para os lugares de Bas Dost e Bruno César.

Os leões jogavam mais recuados e sentiam mais dificuldade na segunda fase de construção. Aos 79′, o golo que a Juventus tanto procurara, apareceu, com assinatura de Higuain, a centro de Cuadrado.

Até ao apito final, os homens da casa, tentaram desfazer a igualdade mas a condição física tirava algum critério e discernimento. A Juventus fechou-se bem e aguentou os derradeiros minutos do Sporting.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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