Benfica perdeu 53 milhões de euros em comissões e gastou mais 10 em jogadores livres

O Benfica apresentou o Relatório de Contas Consolidado e Individual de 2016/17, onde estão discriminadas todas as movimentações monetárias do clube da Luz. Neste documento verifica-se, entre o período referido, que houve um total bruto de 191 milhões de euros encaixados em vendas, mas cerca de 53 não chegaram a entrar nos cofres encarnados por comissões de agentes, percentagens de passes de jogadores detidas por outras entidades e mecanismos de solidariedade.

No futebol moderno isto é cada vez mais inevitável, até porque o agenciamento é parte importante da gestão da carreira de um futebolista. Não deixa de surpreender, no entanto, os milhões que se dispersaram em comissões quando o clube da Luz tem um grande passivo por saldar. Foram mais precisamente 53 milhões de euros acordados em transferências que não chegaram aos cofres encarnados, cerca de um quarto do valor bruto em vendas de jogadores. 

As maiores perdas aconteceram nas vendas de Ederson, anunciada em 40 milhões de euros para o City, apesar de apenas 16 milhões de euros terem sido encaixados (as àguias só detinham metade do passe, a outra metade pertencia ao Rio Ave e Gestifute), Lindelof para o United (liquidados 23,5 milhões, em vez dos 35 brutos) e Gaitán ao Atlético (recebidos 18,9 milhões no total de 25).

As maiores somas recebidas foram as da transferência de Renato Sanches para o Bayern- 31,5 milhões de euros, no total de 35- e Gonçalo Guedes para o PSG, que permitiu uma receita de 26 milhões de euros, em 30 possíveis.

A mesma lógica funcionou também nas contratações a custo zero: apesar de nenhum valor ter sido pago ao Eintracht Frankfurt e Partizan, Haris Seferovic e Andrija Zivkovic custaram no total mais de 10 milhões de euros (o primeiro 3,9 e o segundo 6,3). De referir também que Óscar Benitez foi comprado ao Lánus por 4,4 milhões de euros, sem nunca ter envergado o “manto sagrado”.

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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