Cazorla: “A infeção comeu-me oito centímetros de tendão de Aquiles”

Santi Cazorla enfrenta uma dura paragem desde outubro do ano passado, devido a uma lesão no tendão de Aquiles que quase o deixou para sempre com problemas de locomoção. Em entrevista à Marca, o internacional espanhol mostra-se determinado em voltar aos relvados no início do ano depois de oito intervenções cirúrgicas.

Aos 32 anos e em final de contrato, o criativo espanhol do Arsenal está a contas com uma lesão que lhe tem causado muito sofrimento. Tudo começou em 2013, ano em que teve a primeira lesão grave no tendão: “Nos primeiros tempos sentia a dor a amenizar quando aquecia, e aí podia jogar. Mas no intervalo, quando arrefecia um pouco, eu chorava.”

Voltou a lesionar-se no ano passado, e as infeções que assolavam as feridas decorrentes das operações causavam-lhe problemas constantes. “Se voltares a andar normalmente com o teu filho no jardim, considera-te sortudo“, foi o que os médicos lhe disseram.

Regressou ao país-natal, sem a família pois os filhos entraram agora na escola, para ser observado pelo Doutor Mikel Sanchez. Este especialista procedeu à reconstrução do tendão de Aquiles de Santi. “A infeção tinha danificado parte do osso do calcanhar, e comido oito centímetros do tendão de Aquiles.”

Ainda em Espanha, admite que a parte mais difícil da recuperação tem sido estar longe da família, mas aponta a janeiro a data do seu regresso. Recentemente, Wenger encarou positivamente a situação: “A flexibilidade e a mobilidade do seu tornozelo está melhor. Depois do Natal espero que esteja [Cazorla] disponível. Não tem jogado há um ano, por isso vamos ter cautela para escolher uma data de regresso.”

Nos “Gunners” desde 2012 e internacional espanhol por 78 ocasiões, Santi Cazorla é em condições normais um médio de fino recorte técnico. Um ano depois do seu último jogo, esperemos voltar a ver os truques do “little magician” o mais rápido possível.

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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