Sporting conquistou a primeira Taça da Liga após decisão de grandes penalidades

Ontem no Estádio Municipal de Braga, o encontro entre o Sporting Clube de Portugal e o Vitória de Setúbal, terminou empatado nos 90′. No desempate por marcação das grandes penalidades, a formação leonina venceu por 5-4, levando pela primeira vez, a Taça para a sala de troféus de Alvalade.

Nos primeiros 45′, o conjunto orientado por José Couceiro foi superior e à passagem do minuto 4, Gonçalo Paciência inaugurou o marcador com um bonito movimento em que, rodopiou junto dos centrais leoninos e com remate colocado, bateu Rui Patricio. Os homens liderados por Jorge Jesus mostravam pouca chama e as acções ofensivas, eram demasiado previsíveis e sem grande profundidade, de molde a surpreenderem o adversário.

Decorria o minuto 21 quando Vasco Fernandes de cabeça, ficou muito perto de dilatar o resultado com a bola a passar junto do poste direito do guardião leonino. Até ao apito para o intervalo, assistiu-se a um Vitória de Setúbal muito solidário entre sectores e com mais criatividade na fase de criação. Os leões pautavam por um futebol lento e sem agradar os seus adeptos. Gonçalo Paciência foi o homem que mais trabalho deu à defesa leonina, quer pela sua criatividade nos lances de 1×1, quer pela liberdade de acção nos diferentes corredores em que fazia a sua acção ofensiva.

No regresso para os últimos 45′, Jorge Jesus fez duas alterações de uma assentada, saindo Bryan Ruiz e Rubén Ribeiro para darem entrada Battaglia e Acuña. Os leões entraram com o orgulho ferido e cedo começaram a dar sinais que a juba teria de impor respeito. Bruno Fernandes mostrou maior inconformismo e foi quem tomou mais iniciativas na procura da baliza de Pedro Trigueira. À passagem do minuto 54, Coates após livre de Bruno Fernandes, desperdiçou uma clara oportunidade de golo. Os homens de José Couceiro sentiam dificuldade em construir jogo e iam ficando mais recuados. Poucos minutos depois, foi a vez de o holandês Bas Dost, obrigar o guardião dos sadinos, a defesa apertada, socando a bola como recurso final.

O mister leonino sabia que teria de apostar tudo no processo ofensivo e aos 64′, rendeu Montero por Doumbia.

Aos 75′ surgiu o lance que viria a dar o golo aos leões. Bruno Fernandes assiste Bas Dost que cabeceia forte para defesa apertada de Trigueira e Fábio Coentrão na recarga, permitiu que o guardião voltasse a defender e a deixar a baliza inviolada. No entanto, o corte acabou por direcionar a bola para a cabeça do holandês que à terceira, procurou fazer golo, sendo que, Tomás Podstawski na tentativa de cortar o lance, recorreu à mão, para o fazer. O juiz Rui Costa depois de recorrer ao VAR, apontou para a marcação da grande penalidade. Bas Dost fez o que melhor sabe e no frente a frente, igualou a partida ao minuto 80.

Os leões estavam melhor no jogo e aos 82′ Bruno Fernandes com remate forte de fora da área, obrigou o guardião dos sadinos a defesa difícil. Couceiro em função do resultado e no sentido de inverter o caudal ofensivo dos leões, mexeu no seu xadrez ao minuto 83, tirando João Teixeira para fazer entrar André Pedrosa e cinco minutos depois, substituiu Costinha por Patrick. O inconformado médio dos leões já no período de compensação, foi assistido por Doumbia e rematou cruzado dentro da área, criando perigo na baliza adversária. O experiente Edinho sai do banco quase sobre o apito final para render João Amaral.

Com o levantar da taça a ser decidido na marcação das grandes penalidades, os pupilos de José Couceiro falharam um remate, Podstawski fez embater o esférico na trave defendida por Rui Patricio. Do lado da equipa lisboeta, a eficácia foi aliada destes e em cinco ocasiões, cobraram de forma eximia outras tantas.

O Sporting conquistou pela primeira vez este troféu, enquanto que o Vitória de Setúbal, venceu a primeira edição da Taça da Liga, em 2007/2008, na altura treinado por Carlos Carvalhal.

Destaque para Gonçalo Paciência que encheu o tapete verde com talento.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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