Patrick Morais de Carvalho sai reforçado com a sua estratégia no divórcio entre clube e a SAD

Ontem na Assembleia Geral Extraordinária do Belenenses onde se debateu, a denúncia do protocolo entre clube com a Codecity e SAD, o tema que tanto tem causado polémica interna, acabou por ser aprovado com 84% dos votos. Apesar da esmagadora vitória que aparenta quase total acordo, a violência entre adeptos manchou a reunião e obrigou a que o presidente da mesa Pedro Pestana Bastos, interrompesse os trabalhos.

A confusão instalou-se após a intervenção do presidente do clube, Patrick Morais de Carvalho, que condenou a possível abstenção na votação que se seguiria, dando a entender que quem não estivesse de acordo, que abandonasse o pavilhão. A frase que motivou aos desacatos: “Quem estiver pela Codecity e contra o clube que vote não. Não se abstenham. Quem tiver dúvida que saia do pavilhão”.

A reunião contou com a presença de cerca de 400 associados, dos quais,  264 votaram. Dos votantes saiu o resultado de 84% para o sim à proposta de denúncia do protocolo, em vigor desde 2012, com a SAD e a Codecity, empresa que tutela o futebol profissional dos azuis. Apenas 3% votaram contra.

Patrick Morais de Carvalho salientou que: “Os sócios sufragaram de forma massiva esta estratégia. Entraremos num período de negociação. Damos um período de tempo, até 30 de junho. Trouxemos esta questão à AG, pedir o voto, agora há vontade legitimada desta denúncia. Porventura, já tentando negociar há tanto tempo, e estando, de lado a lado, a bater numa porta, manda o bom senso que outras figuras assumam a negociação. Não teve nada a ver com os desacatos”.

O presidente esclareceu que o Restelo continuaria a ser “a casa” da equipa A até final da época e que há interesse em que assim permaneça nas épocas vindouras: “Não queremos dar nenhuma vantagem aos clubes que defrontam o Belenenses. Até final do campeonato, continuarão a jogar no Restelo. Contamos que, mediante a boa fé de todos, a equipa do Belenenses continue a jogar no Restelo na próxima época. Se não jogar, será por vontade expressa da SAD”.

Em forma de conclusão, Patrick Morais de Carvalho definiu as prioridades para um novo princípio de acordo: “Houve alterações importantes no protocolo. O Belenenses ainda era maioritário na SAD, passou a ter só 10% e as condições não podem continuar as mesmas. Na próxima época, as condições são de ter uma equipa de futebol sénior e a utilização do Estádio do Restelo deixar de ser exclusiva da SAD. Será garantida a manutenção do mesmo, mas também paga de acordo e com antecedência de 72 horas. Queremos uma relação de forças mais equilibrada entre as três partes”, concluiu.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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