Armistício no futebol português: dirigentes assinam pacto de não agressão mútua

Aleluia irmãos! O futebol português ressuscitou, aleluia! Esta época de comunhão despertou nos dirigentes dos quatro clubes mais importantes do futebol português uma profunda reflexão sobre o clima de crispação constante que paira na atmosfera futebolística, pretendendo a partir deste armistício representar os respetivos clubes com elevação e compaixão para com o próximo.

Um dos responsáveis afirmou à entrada da Sede da Liga, local onde o armistício vai ser assinado de bom grado por todas as partes, que “O que se tem passado no futebol português tem sido ridículo e está na altura de acabar com isto. Tem que vir a partir de nós, presidentes dos clubes, a “primeira pedra” de um renovado futebol português”.

Outro dos quatro presidentes afirmou que foi um e-mail que despertou consciências. “Ontem à noite estava com insónias e dei por mim a pensar na quantidade de processos judiciais que estão a ser conduzidos entre nós os quatro e na trabalheira que vão dar. Já para não falar de honorários de advogados. Então, enviei um e-mail aos meus colegas de profissão e todos concordámos no armistício”.

O clima de constante pressão sobre os árbitros não acabou com a introdução de novas tecnologias no ajuizamento dos lances, e a falta de um árbitro português no Mundial pode ilustrar o descrédito existente na terceira equipa de cada encontro. “As nossas palavras, as dos diretores de comunicação e finalmente as dos treinadores tem uma óbvia repercussão no trabalho do árbitro, ou pelo menos aumentam a possibilidade de alterar o juízo de alguém que é humano como nós, e que erra como nós. Não devemos ser condescendentes com certas situações obviamente, mas é para isso que serve o diálogo entre treinador e árbitro. Vamos ficar de fora desse jogo a partir de agora e moderar o papel dos diretores de comunicação de cada clube”, prometeu outro dirigente.

Finalmente, o último presidente a falar aos media, que também são grandes responsáveis pela polarização cada vez mais extremada do futebol português, alertou que o mais importante no futebol são os adeptos. “Nós somos presidentes por um curto período de tempo, e depois saímos de cena. É um cargo efémero. Ser adepto de futebol é um cargo vitalício, e é nos adeptos que os nossos interesses devem estar centrados, e não em negócios, em títulos ou em rivalidades. A soberania está nos adeptos e temos que saber respeitá-los e educa-los a serem para além de bons adeptos, boas pessoas, compreensivas e apologistas do espetáculo e não do confronto. Que mensagem estamos a passar às crianças que assistem a todo este forrobodó?“, interrogou.

Agora tente perceber quem disse o quê, ou se são todos iguais, mas o que vale é que a partir de hoje tudo isto ficará para trás. Até parece mentira, meu caro leitor e adepto de futebol.

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

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