Eficácia de Nani dá três pontos aos leões na véspera do derby na Luz

O Sporting CP na recepção ao Vitória de Setúbal, em jogo a contar para a segunda jornada da I Liga venceu ontem á noite, por 2-1, os sadinos num jogo equilibrado.

José Peseiro fez entrar em campo um onze idêntico ao da passada jornada, tendo feito apenas, uma alteração com a entrada de Misic para o lugar de Perisic. Os leões entraram com o foco na baliza adversária e os sadinos iam tentando conter o ímpeto leonino.

O brasileiro Jefferson num lançamento de linha lateral coloca a bola nos pés de Nani e este, aos 9′ num lance de génio, inaugura o marcador com um remate cruzado de fora da grande área a entrar bem junto do poste direito da baliza de Cristiano.

Os pupilos de Peseiro mantinham o índice ofensivo e à passagem do minuto 15, foi a vez de Acuña obrigar Cristiano a defesa apertada.

Decorria o minuto 19 quando os homens de Lito Vidigal contrariam a corrente do jogo, e empatam a partida por intermédio de Zequinha num lance em que Coates, ao recuar para tentar cortar de cabeça, acaba por estorvar Salin que em desequilíbrio, defende de forma incompleta fazendo a bola sobrar para o centro da área onde Zequinha na recarga, faz o gosto ao pé e iguala o marcador.

Depois do empate, o jogo ficou mais equilibrado e apesar de ambos os conjuntos não demonstrarem grandes momentos de criatividade e de construção ofensiva, registamos apenas um lance para cada formação em que aos 35′ na sequência de um livre, o argentino Acuña fez a bola passar bem junto da barra da baliza sadina e no minuto seguinte, é a vez do venezuelano Cadiz a obrigar Salin a defesa apertada para canto.

No regresso para a etapa complementar a formação da casa deixa no balneário o holandês Bas Dost e faz entrar Montero.

O Sporting entra menos aguerrido e mais lento nas transições ofensivas. Do lado dos pupilos de Lito Vidigal, a organização defensiva imperava e obrigava os leões a muitos passes falhados e consequentemente, a ausência de roturas ofensivas que iam dificultando o processo de finalização da formação de Alvalade.

Os sadinos iam tentando jogar no erro adversário e tinham bastante dificuldade em criar lances ofensivos salvo a jogada em que Zequinha aos 57′, obriga Salin a defender para canto.

Montero que entrara muito bem no encontro esteve perto de fazer o segundo dos leões aos 53′, num cabeceamento forte, faz com que o guardião sadino recorra a uma defesa de improviso.

À passagem do minuto 57, a trave da baliza de Cristiano, abana num livre marcado por Nani.

O jogo não teve “momentos parados” mas também não se pode dizer que assistimos a um jogo bonito e equilibrado. O Setúbal pouco criava no sentido de se colocar na frente do marcador e os leões com mais posse de bola primavam pela pouca assertividade no último terço do terreno.

Peseiro fez entrar Jovane Cabral aos 59′ por troca com Misic no intuito de dar mais profundidade no processo ofensivo e é dos pés do jovem leão, que sai o segundo golo verde e branco, com uma assistência sublime a lançar na área, Nani que de cabeça e sem marcação, fechou o marcador ao minuto 66.

Lito Vidigal ia mexendo no seu xadrez e fazia entrar Eber Bessa e Hildeberto Pereira para os lugares de Costinha e Zequinha, sendo expectável que, surgisse mais frescura nas decisões ofensivas e um meio campo mais esclarecido no processo de criação.

Os leões iam gerindo a posse de bola e os sadinos apenas criavam perigo em lances de bola parada e essencialmente pelo jogo aéreo. O mister leonino percebe que essa era uma lacuna do seu plantel e tira Nani para fazer entrar Petrovic aos 85′. Os sadinos aproveitam o momento da substituição dos adversário e respondem com a entrada de Alex para o lugar do madeirense Ruben Micael.

O árbitro do encontro, Manuel Oliveira esteve em bom plano.

Os leões somaram mais três pontos e colam-se ao rival Benfica, uma semana antes do derby na Luz. No entanto, ainda há muito trabalho a desenvolver para se assistir a uma maior ligação entre os sectores.

Os pupilos de Lito Vidigal primaram pela boa organização defensiva mas demonstraram pouca ousadia no processo ofensivo.

 

Fotografia: Álvaro Isidoro / Global Imagens

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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