Em casa de Ferreyra, o espeto de Pizzi guiou o Benfica à vitória

Os encarnados garantiram mais uma vitória no Bessa por 0-2, num estádio que nem sempre é de boas memórias para as águias. Pizzi voltou a ser o homem da partida, ele que cada vez mais se assume como um verdadeiro goleador, tal e qual ao homem que dá nome à sua alcunha. De igual destaque, o argentino Ferreyra estreou-se finalmente a marcar e irá tentar mostrar aos adeptos que o primeiro a entrar, é sempre o mais difícil.

Num jogo de sentido único, o primeiro lance de perigo até foi do Boavista quando aos 3 minutos, Falcone assustou as águias. A partir daí, o conjunto de Jorge Simão não rematara mais à baliza na primeira parte. Foi, de facto, um alvo fácil para os encarnados que aproveitaram muito bem os erros crassos da defensiva enxadrezada. Facundo Ferreyra fez-se de casa e quis ser o primeiro. E desta vez não falhou.

O clube do Bessa em nenhum momento mostrou-se capaz de contrariar o jogo encarnado. Equipa sem ligação entre os setores, demasiadas vezes desconcentrada, senão fosse a excelente exibição do guarda-redes Helton, o jogo estaria resolvido desde cedo. Nota-se que os enxadrezados ainda estão a recuperar das pesadas férias.

Embora o jogo parecesse controlado, a vantagem era a mínima e o Benfica, com jogo milionário marcado na terça-feira, precisava de resolver o jogo. A excelente exibição de Gedson (mais uma) e o dia de folga de Vlachodimos faziam esquecer esse pormenor.

Eis que, em mais um erro incompreensível, surgiu o segundo da equipa da Luz. Salvio, num excelente momento de forma, deu a Pizzi, o seu quarto golo no campeonato. Dois jogos, quatro golos. A veia goleadora do português parece estar de volta.

O jogo continuou a decorrer sobre uma autêntica passadeira vermelha e até deu para estrear João Félix.

As águias somam os três pontos e começam a caminhar rumo à desejada reconquista.

Na próxima terça, a reconquista é outra. É a reconquista dos milhões e do lugar que nos últimos anos têm pertencido a pelo menos duas equipas portuguesas.

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Licenciado em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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