Na Serie A, Ronaldo terá que se habituar a sofrer

A Juventus ganhou de forma sofrida por 3-2 em casa do Chievo. Cristiano Ronaldo terá que se habituar ao cinismo italiano e às defesas impenetráveis. No campeonato italiano, nove tentativas de golo não são sinónimo de golo.

A Juventus esteve em aflição contra o Chievo Verona, apesar dos 72% de posse de bola, 26 remates contra seis e 91% de eficácia de passe. O jogo começou praticamente já com a Juve em vantagem, devido a um golo de Khedira aos 3′. Na única desatenção defensiva dos campeões italianos, o promissor ponta-de-lança Stepinski cabeceou para o golo, a passe do homem-do-jogo Giaccherini.

Já na segunda parte, uma falta de Cancelo na grande área deu azo ao segundo golo dos caseiros, por intermédio de Giaccherini, numa grande penalidade. Mais uma vez, um golo na primeira oportunidade da segunda parte. Só vinte minutos depois é que a Juventus conseguiu igualar a partida num cabeceamento do regressado Bonucci, a meias com Bani.

Exibição positiva de Cristiano Ronaldo, mas marcada por algum azar

O que se seguiu foi uma série invariável de tentativas-erro, até a tecnologia dar com uma mão e tirar com outra: golo de Mandzukic confirmado pelo relógio do árbitro, mas negado pelo VAR, por mão do azarado Ronaldo. Sorrentino, experiente guardião do Verona, lesionou-se e saiu na jogada. O seu substituto foi também azarado e sofreu nos descontos o golo da derrota a remate de Bernardeschi.

Como coletivo, a Juventus apresentou-se como sempre– um sério candidato ao título italiano, que seria neste caso o octacampeonato. O regresso de Bonucci, a velocidade de Cancelo e o instinto de Ronaldo parecem ser adições importantes a um candidato à Champions 2018/19, que não está “garantida” no cabine de troféus de Real Madrid esta época.

E por falar em Real Madrid, foi a primeira vez em nove anos que o astro português vestiu a camisola de outro clube que não o da capital espanhola. Mas surgiu igual a si próprio na estreia pela Juventus, ora a procurar o espaço nas alas, ora a batalhar no ar com os centrais, ora a rematar sem pedir licença.

Segundo o site inglês Whoscored.com, especialista em análise de jogos, Ronaldo foi o melhor da sua equipa com um rating de 7.5, a par de Bernardeschi. Apesar disso, o português teve pouca ou nenhuma influência nos golos, ao contrário do italiano que marcou um e assistiu outro. Foi muito ativo e o elemento com mais remates da sua equipa, nove tentativas em concreto, de pé esquerdo, direito ou livre. Contudo, a disciplinada marcação do Chievo normalmente só o deixava rematar de fora de área.  Mas é tão bom ver, aos 34 anos, um dos melhores futebolistas de sempre a abraçar um novo desafio.

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.

Deixe uma resposta