Juan Verón, a ex-estrela que com 42 anos voltou aos relvados para jogar pelo clube de que é presidente

Nasceu em 1975, na Argentina. Aos 21 anos concretizou o sonho de jogar com o seu ídolo, Diego Maradona no Boca Juniores. Jogou dez anos ao mais alto nível no futebol europeu, sete anos na Liga italiana e três na Liga inglesa. Foi titular pela Argentina em três mundiais e venceu a Copa Libertadores ao serviço clube de coração, o estudiantes de La Plata. Já sabe quem é?

Se não sabe, fica a saber. Estamos a falar de Juan Sebastian Verón, jogador Argentino eleito aos 29 anos, em 2004, para a lista do FIFA 100, lista criada para eleger os melhores jogadores da história futebol até a data.

O jovem Verón já dava cartas no Estudiantes de La Plata e, no Mundial sub 17, em 1991, destacou-se como jovem revelação argentina. Mais tarde, em 1996, foi jogar para o Boca Juniors cumprindo o sonho de jogar com o seu ídolo de infância, Diego Armando Maradona.

Em Itália, jogou dois anos na Sampdoria, e após excelentes exibições mudou-se para o Parma onde conquistou a Taça UEFA na época 1998/99. Na temporada seguinte, nova transferência, desta feita para a Lázio , onde o objetivo era claro, vencer a Serie A.

Na temporada de 1999/2000, numa equipa mítica, com um meio campo de luxo, composto por Pavel Nedved, Sérgio Conceição, Diego Simeone e Verón, que fizeram da Lazio uma equipa de excelência no futebol europeu, foi onde fez a sua melhor época desportiva com 49 jogos e 9 golos.

Duas épocas depois, fruto das suas excelentes temporadas na liga italiana, foi transferido por uma verba recorde na sua época, tendo sendo vendido ao Manchester United por 42,6 milhões de euros. 

No futebol inglês, embora tenha jogado como titular durante dois anos no Man. United e vencido uma Premier League, este não foi o jogador que nos habituou no futebol italiano, e como tal foi emprestado ao Chelsea onde, devido às lesões, teve o pior ano da sua carreira com apenas 14 jogos.

Voltando à liga onde foi sempre um jogador de top Mundial, acabou por ser cedido por duas temporadas, por empréstimo, ao Inter de Milão onde venceu duas taças de Itália e uma Serie A novamente.

No Verão de 2006, volta ao clube que o viu nascer para o futebol, o Estudiantes de La Plata, com o objetivo de vencer a Taça Libertadores da América. Ainda conquistou a Liga Apertura Argentina e em 2009, quase levando a equipa às suas costas, fez junto com Enzo Pérez um meio campo sólido, que permitiu chegarem à final da Libertadores com o Cruzeiro. Na segunda mão da final, Sebastian Veron foi eleito melhor em campo, vencendo por 2-1 a final da Libertadores.

Veio para o Estudientes de La Plata cumprir o seu sonho e terminou cumprindo o de todos, o de ser Campeão da América. Foi também eleito “Rei da América” nos anos de 2008 e 2009, prémio concedido pelo jornal uruguaio El País, que distingue o melhor jogador Sul-Americano, para o qual se qualificam apenas jogadores Sul-Americanos, a jogar em campeonatos ou copas Sul-Americanas.

Em 2014, despediu-se dos relvados e tornou se mais tarde presidente do clube. Já como presidente prometeu que se mais de 65% dos bilhetes de época fossem vendidos, regressaria aos relvados para jogar a Libertadores 2017, numa jogada brilhante de marketing. Dito e feito. Em 2017, os adeptos deslocaram-se ao novo estádio e Veron com uma qualidade de passe e visão de jogo de excelência, aos 42 anos, lembrava os seus tempos da Lázio.

Ao longo de toda a sua carreira marcou 85 golos, tendo realizado 729 jogos oficiais.

Seleção

Pela seleção Argentina jogou três mundiais de futebol (1998, 2002 e 2010) e uma Copa América (2007), somando 73 jogos e 9 golos.

Embora tenha feito um excelente Mundial ’98, foi no Mundial de 2002 que rebentou a polémica que manchara o seu percurso na seleção. Foi acusado pelos adeptos argentinos de ter facilitado, propositadamente, a derrota da Argentina sobre a Inglaterra na fase de grupos, que ditou a eliminação precoce da seleção. Visto que Verón, naquela época, jogava no Manchester United, tal polémica fez o jogador não ser chamado à seleção durante uns tempos, não participando também, por opção técnica, no Mundial de 2006. Em 2010, foi novamente chamado à convocatória por Diego Maradona para participar no seu terceiro mundial.

Na Copa América, apesar de uma excelente prestação, a Argentina perdeu na final com o Brasil, tendo esta sido a sua única participação na prova.

Miguel Matos

Fan de futebol desde míudo, coleccionador de cromos e cadernetas, gosto especial pela história do futebol. Adepto do Benfica, Inter de Milão, Arsenal e River Plate.

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