Análise num minuto: Vitória venceu Tondela via Wakaso

Depois de vencer no Dragão, com grande categoria, o Vitória SC recebia em Guimarães o Tondela para dar início à 4ª Jornada da Liga NOS.

Proposta Tondela

O jogo começou como era de esperar, ritmo lento, Tondela em bloco baixo, organizado e a tentar explorar o adiantar da linha defensiva vitoriana. O CDT  permitia ao VSC circular entre os centrais, mas: sempre que um passe vertical,  tivesse como destino o interior do bloco do seu bloco, as indicações eram para o recetor não ter o tempo e o espaço para rodar e ficar de frente para o jogo e sempre que o lateral recebia a bola, sofria a pressão imediata de Delgado e/ou Xavier.

Quando recuperavam a posse de bola, o CDT procurava explorar a profundidade, mas caso surgisse a oportunidade explorar o corredor central, a equipa também tinha essa flexibilidade. Para essa decisão, contribuía o posicionamento de Helder Tavares: qual era a solução que ele estava pronto a dar a equipa quando esta recuperava a bola.

O Vitória apresentou, em parte, as mesmas dificuldades em invadir o espaço atrás da 1ª linha de pressão que tinha apresentado no confronto contra o Feirense.

Golo Vitória 

Erro defensivo de David Bruno, depois de uma variação de corredor do VSC, em que João Carlos Teixeira (JCT)  invade o corredor em posse e consegue com um pormenor que têm tanto de fantástico quanto de imperceptível.

O #10 do VSC, com um ligeiro movimento de corpo, abre uma linha de passe para Florent, que estava fechada pelo jogador do Tondela, em virtude da forma como este homem mantinha o lateral vitoriano na sua sombra.  É brilhante a forma como JCT manipula a posição do elemento do Tondela, através do seu movimento.

Depois deste pormenor, Florent joga para dentro de primeira, onde Welthon recebe e é travado em falta por Tavares.O facto de ser de primeira é preponderante, porque não deu tempo a Tavares para se colocar na melhor posição para defender Welthon, ficando o brasileiro na posição mais próxima da baliza e Tavares obrigado a fazer falta, para ter acesso à bola.

2ª Parte

Na segunda parte, continuo melhor o Tondela. Com as linhas mais subidas, acabou por se manter equilibrado, com o portador da bola sempre com suporte e soluções. O movimento dos jogadores sem bola do CTD foi importante, já iam colocando indecisão e desconforto no VSC.

Esse desconforto ia conduzindo ao aumento do número de erros posicionais, em virtude da capacidade para a equipa tomar boas decisões ter também caindo.

O jogo foi se aproximando do final e o Tondela nunca conseguiu materializar em golo o controlo que teve na segunda parte.

O Vitória já soma 6 pontos e ainda está muito longe do que pode jogar com Luís Castro, o Tondela têm 0 pontos e fez um jogo bastante competente … é futebol

João Mateus

A probabilidade de o Robben cortar sempre para a esquerda quando vinha para dentro é a mesma de ele estar sempre a pensar em Futebol. Com grandes sonhos na bagagem, está a concluir o Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, pela Uni-Nova e procura partilhar a forma como vê o jogo com todos os que partilham a sua paixão.

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