Benfica despista-se em noite chuvosa no Jamor

A Lei de Murphy diz-nos, basicamente, que tudo o que pode correr mal, vai correr mal e no pior momento possível. De facto, esta lei parece andar de braço dado com o Benfica. Após uma derrota dramática na Holanda na terça-feira, os encarnados voltam a perder, num encontro em que desperdiçaram a oportunidade de passar para a frente e, depois, em desvantagem, foram incapazes de a anular.

No Jamor, “casa emprestada” do Belenenses, o Benfica entrou muito forte e com vontade de resolver o encontro. Os encarnados iam criando perigo, com Rafa e Gedson em evidência, e sentia-se o cheiro a golo. À passagem da meia hora, Artur Soares Dias recebe indicação do VAR sobre uma possível infração na área do Belenenses e, após uma extensiva visualização do lance, assinalou grande penalidade. Salvio, na cobrança, permitiu a defesa do guarda redes Muriel. Praticamente de seguida, novo penálti, desta feita para os da casa, após falta de Vlachodimos sobre Licá. Encarregue da marcação, Eduardo Henrique não perdoou e colocou os Azuis do Restelo na frente do marcador. Os encarnados tentaram reagir, mas foi o Belenenses a marcar de novo, numa rápida transição em que Henrique isola Keita e o avançado atira, com frieza, para o fundo das redes.

Para a 2ª parte, Rui Vitória fez entrar Jonas para o lugar de Salvio e o brasileiro esteve muito perto do golo, mas falhou com a baliza aberta. O Benfica ia criando perigo, nomeadamente por intermédio de Pizzi e Rafa, mas a bola continuava a não entrar, ao passo que o Belenenses ocasionalmente criava calafrios à defesa dos encarnados. O tempo passava e Silas ia recuando a sua equipa, à medida que os pupilos de Rui Vitória se instalavam no meio campo adversário. Vitória lançou Castillo, e mais tarde Zivkovic, e as oportunidades sucederam-se, mas Muriel manteve-se intransponível e o Belenenses acabou mesmo por vencer por 2-0, conquistando 3 importantes pontos.

Figuras:   

Do lado do Benfica, há a destacar Gedson, muito ativo na 1ª parte e sempre na luta e na procura da bola, tendo estado perto de fazer golo. Destaque também para Rafa, o elemento mais dos encarnados. O extremo ex-Braga esteve muito em jogo, criando constantes desequilíbrios e oportunidades, mas parece sempre faltar algo no último momento. Pela negativa, Fesja e Jardel, ao acumularem erros que acabaram por custar caro. Nas laterais, Grimaldo e André Almeida estiveram algo “ausentes” ao não conseguirem desequilibrar no ataque.

Do lado do Belenenses, o maior destaque vai inevitavelmente para a fantástica exibição do guarda redes Muriel. Um leque variadíssimo de intervenções, sendo que até uma grande penalidade defendeu. Intransponível e o maior responsável pela segunda vitória do Belenenses no campeonato. Destaque também para Eduardo Henrique, que realizou uma excelente exibição no meio campo dos azuis, mostrando critério com bola e acabando por ficar diretamente ligado ao resultado, ao marcar o primeiro golo e ao fazer a assistência para o segundo.

Marco Pereira

Amante do desporto, respira futebol e considera-o uma das suas grandes paixões. É licenciado em Línguas Aplicadas pela Universidade do Minho.

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