Carimbo com margem mínima… outra vez

Jogo intenso e incerto até ao fim em Montalegre. Numa noite fria e chuvosa, a Prova Rainha do futebol português teve como súbditos o Sport Lisboa e Benfica e o Montalegre, do Campeonato de Portugal. Como já se esperava, Rui Vitória fez várias alterações no 11, para dar minutos a jogadores menos utilizados e fazer descansar habituais titulares.

Por onde começar? Bem, destacamos desde já o excelente jogo de… Tiago Guedes. O guardião da equipa da casa esteve em altas e foi um autêntico muro à frente das redes da equipa transmontana. O resultado curto deve-se, em grande parte, às suas intervenções. Mas já lá vamos.

Na antevisão do jogo, o treinador do Montalegre afirmava que a equipa subiria ao relvado sem medo e pronta a defrontar o Benfica. E assim foi. Não houve o habitual “desequilíbrio” entre as equipas, muitas vezes visto na Taça de Portugal. O Montalegre causou bastantes dificuldades à turma encarnada e, como frisámos, o resultado foi incerto até ao fim.

Na primeira parte, a asa esquerda da águia funcionou bem, com Yuri Ribeiro e João Félix a combinarem e a causarem vários lances de perigo para as redes do Montalegre. À falta de serviço da fase avançada do Benfica (Seferovic esteve bastante apagado) Conti foi lá à frente e mostrou serviço: no seguimento de um canto, o defesa-central argentino subiu mais alto que todos e cabeceou certeiro para o golo, aos 31 minutos. Estava desfeito o nulo no marcador ainda antes do intervalo.

Mas o Montalegre não se deixou ficar. O meio-campo da equipa da casa funcionou sempre bem, com Ferrari em evidência. Destacamos ainda a forte pressão do Montalegre no portador da bola: os jogadores condicionaram bastante as saídas do Benfica, dificultando as manobras ofensivas de uma águia com baixo rendimento.

O Montalegre conseguiu várias aventuras ofensivas. Certo é que foram muito poucas as oportunidades claras de golo para os transmontanos. Apesar do jogo intenso, Svilar teve pouco trabalho. Oportunidade clara de golo foi a de João Félix, aos 59 minutos: após passe de Zivkovic, o jovem encarnado tenta encostar para golo mas encontrou um muro chamado Tiago Guedes. Que defesa!

Até ao fim da partida, o Benfica tentou segurar a preciosa vantagem e o Montalegre tentou algo mais. Mas o 1-0 foi mesmo o resultado final. Soava o apito em Trás-os-Montes, com o Benfica a garantir a passagem à próxima fase da Taça graças a um golo solitário de Conti. A exibição da águia foi, uma vez mais, cinzenta e pouco inspirada. É o quarto jogo seguido do Benfica a vencer por 1-0, em todas as competições. O Montalegre, única equipa do Campeonato de Portugal ainda em prova, cai bem de pé e tem motivos de orgulho. Bom jogo em Trás-os-Montes.

Foto: LUSA

Rui Casanova

Sou natural de Portalegre e resido em Lisboa, onde estudo Ciências da Comunicação na NOVA-FCSH. O Futebol está no sangue da minha família desde sempre e materializo a paixão pelo desporto rei através da escrita.

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