Quem te viu e quem te vê: Kelvin está de volta

Kelvin Mateus de Oliveira nasceu no primeiro dia de junho de 1993, em Curitiba, Brasil. Vinte anos depois, marcaria o golo que fez ajoelhar Jorge Jesus no reino do Dragão e que deu aos azuis e brancos o tri-campeonato. Tudo naqueles “célebres” 90+2 de 11 de maio de 2013. Nos últimos anos, andou emprestado a clubes brasileiros, sem grande sucesso e com algumas lesões. Agora, Kelvin está de volta ao FC Porto: no último dia do mercado de janeiro, os azuis e brancos inscreveram o jogador na Liga.

Kelvin começou a jogar futebol na formação do Paraná. Estreou-se pela equipa principal no dia 12 de outubro de 2010: o brasileiro entrou nos minutos finais de uma partida contra o Guaratinguetá e aí assinou o seu primeiro golo como profissional, com apenas 17 anos. Rapidamente, o jovem avançado vestiu a camisola número “10” do Paraná e foi apontado como uma das principais promessas do futebol brasileiro daquele ano.

Kelvin num jogo em Londres frente ao Arsenal, em 2013

Dois milhões de euros foi o que custou Kelvin aos cofres do FC Porto, em 2011. Chegado a Portugal, o avançado rumou ao Rio Ave por empréstimo. Na época 2011/2012, fez 27 jogos e apontou dois golos pela equipa Vilacondense. Voltou no mesmo ano ao Porto, desta feita para integrar a equipa B.

Kelvin iniciou a temporada 2012/2013 no plantel principal do FC Porto, então comandado por Vítor Pereira. Foi então nesse período que viveu, talvez, o auge da sua carreira: o golo marcado ao Benfica no Dragão nos descontos que deu ao FC Porto o tri-campeonato. Foi a 11 de maio, perto do fim da época, e decorria o ano de 2013. A partida estava empatada a uma bola. Assistido a partir do meio campo, Kelvin avançou pelo flanco esquerdo e rematou forte. A bola só parou nas redes então defendidas por Artur Moraes. O atacante brasileiro tinha entrado pouco antes, aos 79 minutos, e festejaria um dos golos mais célebres de sempre do clássico FC Porto – SL Benfica. Para sempre ficará a imagem de Jorge Jesus ajoelhado na relva do Dragão.

O famoso remate certeiro aos 90+2 frente ao Benfica. Na altura, o FC Porto de Vítor Pereira festejou o tri-campeonato

No ano seguinte, Kelvin foi rodando entre o plantel principal dos azuis e brancos e equipa B. Em 2015 foi cedido ao Palmeiras e, no ano seguinte, ao São Paulo. No início da época 2017/2018, o regresso de Kelvin ao Olival parecia uma possibilidade. O brasileiro vestiu a camisola 23 da equipa então comandada por Nuno Espírito Santo mas apenas realizou uma partida, frente ao Moreirense.

O brasileiro rumou então por empréstimo ao seu país de origem, para representar o Vasco da Gama. Esta época, e agora com 25 anos, Kelvin somou 24 partidas e um golo no Vasco. Para surpresa de muitos, os Dragões inscreveram o jogador na Liga, no último dia do mercado de janeiro. De regresso ao Olival, e com o contrato a terminar, passará o futuro próximo de Kelvin por uma nova oportunidade no clube onde atingiu o ponto alto da carreira?

Rui Casanova

Sou natural de Portalegre e resido em Lisboa, onde estudo Ciências da Comunicação na NOVA-FCSH. O Futebol está no sangue da minha família desde sempre e materializo a paixão pelo desporto rei através da escrita.

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