FC Porto-Braga: Uma final portuguesa, com certeza!

A 18 de Maio de 2011 o Porto conquistou o seu quarto título europeu, naquela que foi a primeira e única final europeia, até ao momento, em que duas equipas portugueses se defrontaram. O Braga estreante em finais europeias não queria entregar o título de mão beijada, muito pelo contrário, fez de tudo para dificultar a vida aos azuis e brancos, mas no fim o pragmatismo, eficácia ou sorte (como queiramos chamar) acabou por levar a melhor.

Final “Nacional”

A final seria disputada em Dublin nesse ano, no estádio Aviva, e uma coisa era certa: A taça estava garantida para Portugal, restava saber para que cidade. O Porto, aos comandos de André Villas-Boas, assumia-se como o grande favorito à conquista, com os argumentos não só da experiência como também da qualidade do plantel.

Campeão europeu em 1987 e 2004, vencedor da Taça UEFA em 2003 e finalista vencido da Taça das Taças em 1984, o FC Porto estava agora pela quinta vez na final de uma competição europeia.

O Sporting de Braga, treinado por Domingos Paciência, foi quem claramente mais surpreendeu por ter chegado tão longe na prova. Os “Guerreiros do Minho” alcançavam assim um novo feito inédito, após no princípio dessa temporada terem garantido uma presença histórica na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Os minhotos na meia final tinham defrontado outro “grande” português, o Benfica de Jorge Jesus, obtendo uma vitória por 1-0.

 

O voo do Falcão

O jogo começou vagaroso, com ambas as equipas a não darem grande espetáculo.  O Braga até começou por criar a primeira grande oportunidade do encontro, logo aos 4’ minutos, quando Custódio, liberto de marcação, atirou ao lado. Depois deste lance o Braga remeteu-se a uma estratégia defensiva.

Podia-se dizer que estava a ser um jogo bastante aborrecido para uma final. O Porto não estava a ser capaz de se soltar, submetendo os adeptos a uma espera tortuosa para ver qual seria o desenrolar dos acontecimentos. Foi só em cima do intervalo, aos 44′ minutos, que apareceu o primeiro e único golo do encontro. Uma excelente jogada de Guarin pela direita, finta um adversário e cruza para a cabeça de Falcão, o compatriota Colombiano não perdoou e, como de costume, foi implacável nas alturas.

Na segunda parte, o Braga desinibiu-se e tentou ainda, sem êxito, ir atrás do empate. Os minhotos honraram a camisola e disputaram uma segunda parte impecável, olhos nos olhos, sem medo.

http://www.youtube.com/watch?v=c_UxWhnXzrU

O Braga podia perfeitamente ter empatado o encontro, depois de uma perda de bola infantil por parte de Fernando no meio campo defensivo do Porto e só não o fez porque Mossoró, lançado no encontro após o intervalo, não teve melhor pontaria, nem habilidade. Era uma perdida escandalosa, que deitava por terra o sonho dos “arsenalistas” de conquistar a Taça. Mérito para Helton que teve cabeça fria para desviar o remate com o pé direito. Até ao fim o Braga já não seria capaz de criar mais nenhuma oportunidade…

Apito Final! Enquanto os jogadores do FC Porto fazem a festa no relvadodo lado do Sp.Braga não se contêm as lágrimas. O Porto conquistava assim o quarto título europeu e a segunda Taça UEFA da sua história. Destaque para Falcão, claramente o homem do jogo e uma peça essencial para a conquista do troféu.

Tiago Domingos

Lourinhanense de gema, estuda gestão no ISCTE-IUL. Tem como hobbie a escrita e como paixão o futebol!

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