Champions League | Olympique Lyonnais

Fevereiro!

Sim, Fevereiro. Regressa a Liga dos Campeões, o que significa que somos todos um pouco mais felizes, com uma interrupção no dia 14 à noite, onde somos todos mais pobres.

Cada um está ansioso para ver algo em particular, seja o regresso de Ronaldo a Madrid, o colossal embate entre Manchester United e PSG, a afirmação do Porto entre os tubarões europeus ou até o que os “meninos” do Ajax podem fazer perante o bicampeão europeu. Até dia 12, só nos resta esperar, mas para tornar esse tempo menos “doloroso”, proponho vos apresentar algumas equipas.

Todos sabemos, com mais ou menos profundidade, as armas da Juventus, City, Liverpool ou Barcelona, mas e os que correm por fora? Os Underdogs.

Hoje, gostaria de falar no Olympique Lyonnais.

Treinador, sistema e equipa Tipo

Treinador: Bruno Génésio

Sistema: Prefere o 4-2-3-1, mas é flexível ao ponto de apresentar muitas vezes um 3-4-1-2.

Equipa Tipo: Assumindo o 4-2-3-1

Independentemente do sistema, é difícil Depay, Fekir e Traoré não estarem presentes. Aliás, no geral não existe grande rotação no onze habitual, com exceção da lateral direita (Dubois, Rafael ou Tete). No banco, Génésio têm em Tousart, Marçal, Cornet e Terrier potenciais soluções e alternativas.

Filosofia e confronto com FC Barcelona

Acredito que a abordagem do Lyon, na eliminatória frente ao Barcelona, será muito semelhante aquela que teve frente ao Manchester City, ou seja, muito baseada na agressividade defensiva. Assim, é provável que Genésio altere para um 5-2-3, que lhe permite ter uma linha defensiva de cinco jogadores e apostar mais nos duelos individuais. A forma como o Barcelona projeta os seus defesas laterais, praticamente na linha dos avançados, faz com que ataquem com 5 jogadores na última linha, ou seja, se o Lyon alterar para um 5-2-3, vamos ter várias situações de 1vs1, onde o Lyon pode colocar em prática a forma agressiva com que disputa os duelos.

No duplo-pivô NDombele-Aouar está a chave da equipa, principalmente na forma como oferecem um elevado nível de proteção à defesa e congestionam o corredor central, dificultando a progressão do adversário. Com bola, são o primeiro apoio atrás para garantir uma circulação fluída, dando liberdade a Fekir para explorar zonas mais altas, nomeadamente as costas da linha média do adversário.

Fekir que é a principal referência da equipa na fase ofensiva. Não só em transição ofensiva, momento do joga onde a equipa o procura assim que recupera a bola, mas também em organização defensiva, onde faz uso da sua movimentação sem bola para dúvidas e pressão no adversário.

Uma dinâmica recorrente é a que acontece quando o francês flutua até ao corredor esquerdo e se envolve com Mendy e Depay. Como vemos em baixo:

Mendy, o lateral esquerdo, têm uma capacidade ofensiva notável. Consegue mudar o ritmo com bola e superar os adversários, é capaz de buscar a profundidade, tanto faz o tradicional “Overlapping” como corta por dentro, ou seja, é um lateral que não se resume a jogar em zonas exteriores, mas assume posições interiores (Como vemos em cima). Tudo qualidades que casam bem com Depay e Fekir. Depay, com a sua (as vezes excessiva) atração à bola, baixa muitas vezes para participar na construção, o que arrasta consigo adversários e permite a Fekir ter mais espaço entrelinhas, para posteriormente receber, rodar, e potencialmente explorar o poder ofensivo de Mendy.

Adicionalmente, como vemos em baixo, a capacidade que os centrais têm com bola é de salientar. Denayer e Marcelo, são dois defesas centrais com a capacidade de assumir o risco da condução e do passe para romper linhas de pressão do adversário. Uma arma adicional e com muito impacto no jogo da equipa, já que está bastante articulada com os já referidos movimentos sem bola (como vemos ilustrado em baixo).

Denayer receber do GR e progride com bola, sem receio e com autoridade, Depay (branco) vêm dentro e deixa o corredor vago, o posicionamento de Fekir (Azul) acaba por abrir a linha de passe vertical para o central ligar com Mendy (vermelho) que vêm em aceleração:

Apesar de não ser um dos jogos de maior “cartaz”, será certamente uma eliminatória interessante, independentemente do resultado final. O favoritismo está do lado espanhol, como é normal, mas este Olympique Lyonnais já provou várias vezes que no seu melhor pode vencer qualquer equipa e o Barcelona, esta época, já teve vários dias maus.

Que dia será o 19 de Fevereiro ?

João Mateus

A probabilidade de o Robben cortar sempre para a esquerda quando vinha para dentro é a mesma de ele estar sempre a pensar em Futebol. Com grandes sonhos na bagagem, está a concluir o Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, pela Uni-Nova e procura partilhar a forma como vê o jogo com todos os que partilham a sua paixão.

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