Benfica passeia na Vila das Aves e não descola do Porto

Novo jogo, nova vitória para o Benfica de Bruno Lage. Os encarnados somaram mais uma exibição de grande qualidade, bateram o Desportivo das Aves por 3-0 e voltaram a colar-se ao Porto no topo da tabela classificativa. O Aves fica mais próximo da zona de despromoção. Os golos de Seferovic, Rafa e Ferro fizeram a diferença.

O Benfica vinha de uma série de resultados impressionantes e entrava em campo com a obrigação de ganhar após a vitória do Porto frente ao Vitória de Setúbal. O clube da Luz entrava em campo com a mesma equipa que havia vencido o Nacional por uns esclarecedores 10-0 e o início do jogo prometia.

O relógio marcava apenas três minutos, Samaris recebe a uns metros da entrada da grande área, pica por cima da defesa e Seferovic com tempo para tudo. O avançado suíço completamente isolado recebe de peito e coloca o esférico por cima do guardião do Desportivo das Aves, Beunardeau. Bruno Lage não podia pedir melhor início.

Início em grande do Benfica que continuava a encantar os adeptos com o seu estilo de jogo e atitude renovados. Bola no pé, futebol de ataque, transições rápidas. O Benfica de Lage em nada tinha a ver com o Benfica da primeira metade da época.

Do lado do Aves pouca imaginação havia do meio campo para a frente. Apenas Mama Baldé – jogador emprestado pelo Sporting à equipa de Vila das Aves – tentava desequilibrar através da linha, mas nunca com grande sucesso. O atual 16º classificado da liga mostrava-se sem argumentos para os encarnados, numa altura em que a derrota significava ficar apenas a dois pontos da linha de água.

E porque não há um sem dois, após meia hora de claro domínio benfiquista, as águias conseguiram mesmo dilatar a vantagem. Jogada coletiva de qualidade pela ala esquerda do Benfica a envolver os três setores. Grimaldo, Pizzi e João Félix fabricam o golo e já dentro da área Rafa tira um defesa do caminho e coloca no fundo das redes sem hipóteses. Aos 36 minutos o extremo português voltava a faturar no campeonato.

Com a chegada do intervalo os pupilos de Augusto Inácio só podiam agradecer por finalmente poderem respirar. Primeira parte de qualidade do Benfica, onde o Desportivo das Aves pouco passou do meio campo e sem nunca criar oportunidades claras de golo.

A segunda parte começou e a história do jogo não mudou. À passagem do minuto 59, após canto batido na direita por parte da ofensiva encarnada, grande confusão na área com o guarda-redes avense a sair mal. A bola sobra para o central do Benfica Ferro que coloca no fundo da baliza após sobrevoar a defesa do Aves. O 3-0 sentenciava por completo o encontro.

O central português de apenas 21 anos apresentava-se num grande momento de forma ao somar dois golos em dois jogos ao serviço do Benfica no campeonato. No entanto, Ferro foi rapidamente do oito ao 80 visto que apenas 5 minutos depois acabou por ser expulso após agarrar Derley à entrada da área. O avançado ia isolado para a baliza defendida por Vlachodimos. Apesar da larga vantagem de três golos, o Benfica jogaria os últimos 25 minutos com menos um elemento.

Até ao final, o Aves cresceu um pouco na partida – em muito devido à superioridade numérica – mas sem qualquer efeito no resultado. O jogo acalmou e notou-se uma maior gestão do esforço físico por parte das águias.

Vitória importante e esclarecedora do Benfica. Exibição ao estilo de Bruno Lage com tranquilidade e qualidade por parte da equipa que garante ao Benfica continuar a fazer pressão ao Porto, havendo apenas um ponto a distanciar as duas formações. Os adeptos sonham com o “37” quando o clássico com os dragões se aproxima. Quanto ao Desportivo das Aves, exibição de fraca qualidade que coloca a equipa a apenas dois pontos dos lugares de descida. A época começa a apertar e os pontos a escassear.

 

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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