O laboratório encarnado de Lage (sentado)

A chegada de Bruno Lage ao comando técnico do Benfica veio mudar muita coisa na equipa encarnada. Em lances de laboratório, por exemplo, as diferenças entre o Benfica de Rui Vitória e o do jovem técnico são enormes. Basta olhar para os números.

Uma das grande críticas ao Benfica de Rui Vitória era exatamente a fraca capacidade da equipa em fazer golos de bola parada. Até à chegada de Bruno Lage, as águias tinham um total de 31 golos marcados, sendo que apenas três não foram de bola corrida. Os encarnados estavam no lote dos últimos no que toca ao aproveitamento dos chamados lances de laboratório.

Pouco mais de uma dezena de jogos depois, tudo mudou. Atualmente, só o Sporting tem mais golos de bola parada, muito por causa das grandes penalidades. A equipa leonina já beneficiou de 12, sendo que concretizaram todas. Já o Benfica, de cinco situações, falhou duas.

No que toca a cantos, livres e lançamentos, as águias de Lage levam uma média de um golo por jogo. Na verdade, nesta situação especifica, o mais correto seria dizer as águias de Veríssimo, técnico adjunto. Isto porque sempre que há uma bola parada, Lage senta-se e é Nélson Veríssimo quem se levanta para dar ordens.

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Licenciado em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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