Porto dançou de volta ao primeiro lugar ao som do samba brasileiro

Jogo sem grande história. O Porto recebeu o Boavista com a obrigação de vencer para colocar pressão ao Benfica. Soares e Otávio fizeram os golos que ditaram a história deste dérbi do Norte e que recolocou os dragões no primeiro lugar.

Nova jornada, nova final. É este o cenário atual do campeonato português, tanto na luta pelo título de campeão nacional como na luta pela manutenção. Porto e Boavista defrontavam-se estando cada uma numa dessas lutas totalmente distintas.

Os dragões procuravam por mais uma semana colocar pressão no Benfica, vencer o seu encontro, passar provisoriamente para o primeiro lugar e esperar para ver o resultado encarnado. Os axadrezados, por outro lado, procuravam roubar pontos e afastar-se da zona de despromoção.

O encontro tinha ainda a peculiaridade de nenhum dos técnicos principais estar no banco das respetivas equipas, depois de Sérgio Conceição e Lito Vidigal terem ambos sido suspensos. O dérbi do Norte prometia.

Sérgio Conceição viu-se obrigado a mexer na defesa devido às ausências de Filipe (castigado) e de Alex Telles (lesão), mas o ataque mantinha-se e a sua dinâmica também. Os azuis e brancos tentaram entrar com a força toda para resolver cedo mas encontraram um guardião do Boavista inspirado.

Bracalli, experiente guarda-redes da liga portuguesa, parecia querer adiar ao máximo o golo portista. Passados dez minutos do início da partida Soares tentou o golo já dentro da área por duas vezes, mas o guardião foi imperial. Pouco minutos depois foi a vez de Brahimi tentar espalhar a sua magia, mas o esférico passou ligeiramente ao lado.

O jogo continuava e as oportunidades da turma de Sérgio Conceição também. Ao minuto 32 foi a vez do internacional português Pepe tentar a sorte de cabeça, após livre batido Corona – lateral neste jogo – mas a bola passou ligeiramente ao lado.

Apenas oito minutos depois surgiu o primeiro lance de contestação do jogo. Brahimi fura a defensiva do Boavista dentro da área, sofre toque de Raphael Silva e Rui Costa não hesitou em marcar pénalti apesar dos protestos dos visitantes. O lance ainda foi revistou pelo VAR que acabou a confirmar a decisão do juiz da partida.

Na ausência do habitual marcador de grande penalidades do Porto Alex Telles, foi Soares o chamado a bater. Frente-a-frente com Rafael Bracalli o avançado não tremeu e apesar do guarda-redes acertar o lado, estava feito o primeiro do jogo. 1-0 para o Porto à beira do intervalo e o 12º golo do ponta-de-lança no campeonato.

O intervalo parecia estar a chegar, mas ainda houve tempo do Porto celebrar novamente, desta vez por Marega. Os festejos foram, no entanto, em vão, visto que o maliano estava em fora-de-jogo no momento do passe de Manafá, como veio a confirmar o VAR.

Findados os primeiros 45 minutos, o Boavista e o seu guardião podiam finalmente respirar. A equipa comandada por Lito Vidigal acabaria a 1ª parte sem qualquer oportunidade clara de golo e claramente encostada às cordas. Já o Porto, apesar da vantagem, ia controlando o encontro, mesmo falhando muitas oportunidades.

A 2ª parte começava e da melhor maneira possível para os azuis e brancos. Otávio apanhou a bola num corredor central completamente vazio, olhou para a baliza e não hesitou. Remate forte de fora da área, Bracalli parece não ver a bola a partir que bate na sua frente e acaba no fundo das redes. Os dragões começavam a 2ª parte como tinham acabado a 1ª, a marcar.

O segundo golo fez o Porto baixar consideravelmente o ritmo o que influenciou o jogo, como se notou pelas frcas e poucas oportunidades criadas de parte a parte.

Fora o golo de Otávio, a maior nota de destaque neste segundo tempo acabou por ser a entrada em jogo de Maxi Pereira. A presença do lateral na partida marcou o seu jogo número 300  na Liga Portuguesa, 212 ao serviço do Benfica e 88 ao serviço do Porto.

Para além deste número alcançado por Maxi, nota ainda para a estreia oficial no campeonato de Loum ao serviço do Porto. O médio que chegou à Invicta vindo do Moreirense em janeiro, tinha apenas realizado um jogo pelos dragões esta época – a meio da semana, frente ao Braga, a contar para a 2ª mão das meias finais da Taça.

Até ao final acabou mesmo por não haver mais nenhum lance de grande importância de parte a parte. O Porto recebeu e venceu de forma tranquila o Boavista neste dérbi do Norte. Soares e Otávio marcaram os golos que permitiram a equipa gerir esforço no que restou da partida.

O Porto volta a estar provisoriamente isolado na liderança do campeonato e fica à espera de ver o que fará o Benfica no domingo frente ao Feirense, lanterna-vermelha da primeira liga. Já o Boavista, poderá ver os seus adversários diretos aproximarem-se e, consequentemente, a linha de água.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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