Sporting aplicou goleada das antigas e fez a festa no Jamor três semanas mais cedo

O Sporting foi ao Estádio Nacional do Jamor golear o Belenenses por uns estrondosos 8-1. O capitão dos leões, Bruno Fernandes, esteve em alta ao fazer um hat-trick e chegando à histórica marca dos 31 golos na época.

Belenenses e Sporting disputavam-se em jogo a contar para a 32ª jornada do campeonato. De um lado a turma de Belém que ainda sonhava chegar ao 5º lugar que lhe daria acesso à Europa – matematicamente ainda possível. Do outro os leões, já com o 3º lugar garantido esta época, procuravam fazer boa figura e não acabar o ano ainda mais longe dos dois primeiros.

Keizer decidiu fazer apenas duas alterações no onze. Gudelj cumpriu castigo e voltou imediatamente à titularidade para substituir Doumbia. Borja foi a 2ª alteração, entrando para a lateral esquerda e permitindo a Acuña jogar numa posição mais avançada.

O jogo começou e o Sporting mostrava que não vinha passear em campo. À passagem do minuto dois, quando ainda havia adeptos a sentarem-se, Muriel, guardião do Belenenses, complicou e não fosse um defesa em cima da linha, já Gudelj festejaria.

Muriel não parecia mesmo ter a cabeça em jogo e não tardou a oferecer literalmente o golo aos forasteiros. O guarda-redes tinha a bola nos seus pés na sua pequena área e pontapeou diretamente para Raphinha que estava à entrada da área. O extremo brasileiro quase só teve que encostar para o primeiro  da tarde. 1-0 no Jamor.

 

22 minutos. Foi esse o tempo que o guarda-redes do Belenenses esteve em campo. E não, não foi porque Silas achou bem substituí-lo. É que Raphinha apanhou a defensiva azul a dormir e isolou-se na cara do seu compatriota e Muriel demorou a sair.

Quando o fez, foi de carrinho às pernas do extremo ainda fora da área e João Capela não teve outra opção que não expulsar o guardião. Tarde para esquecer para Muriel.

Silas via a sua equipa com menos um para os restantes 65 minutos e foi obrigado a implementar uma estreia. Guilherme Oliveira entrou, fez a sua estreia na Primeira Liga e logo contra o clube que o viu crescer.

Apesar da inferioridade numérica, o Belenenses não baixou os braços e este até muito perto da igualdade. Ao minuto 34, Licá desmarcou-se na esquerda e com um lixeiro toque ainda assustou a defensiva leonina. O esférico saiu ao lado da baliza de Renan Ribeiro.

Contudo, o intervalo não chegaria sem antes o Sporting ampliar a vantagem. Bola na esquerda dos verdes e brancos, jogada de entendimento entre Bruno Fernandes e Luiz Phellype e o avançado brasileiro a confirmar o bom momento de forma. Remate com muita força já dentro de área, Guilherme Oliveira ainda toca na bola mas não a impede de entrar, 2-0 feito.

Fechados os primeiros 45 minutos o Sporting tinha a partida controlada. Para além de estar a vencer por dois golos, tinha mais um elemento em campo, podendo gerir a vantagem. Silas via o sonho europeu desvanecer.

O recomeço da partida trouxe um encontro muito tranquilo de parte a parte. No entanto, quem aproveitou foi mesmo a turma de Belém, que não deixou escapar a passividade leonina.

Defesa do Sporting completamente a dormir, Matija – que havia entrado ao intervalo – serpenteou pelos defensores e rematou. Renan faz uma defesa incompleta e deixa o golo à mercê de Licá, que reduziu a diferença no marcador e fez o seu 10º golo da temporada. Com meia hora para jogar, o encontro voltava a estar em aberto.

O golo dos da casa parece ter mexido na partida e acordou o leão. Apenas dois minutos depois do golo de Licá, foi a vez do regressado Gudelj fazer o gosto ao pé. Com um remate potente fora da área, o sérvio teve a sorte de André Santos desviar a bola, enganando por completo Guilherme Oliveira. Estava feito o 3-1 no Jamor aos 63 minutos.

Mas se parecia que o jogo podia acalmar, Sagna fez questão que acontecesse o contrário. O defesa francês completamente fora da partida, rasteirou um jogador dos leões e João Capela assinalou grande penalidade.

Bruno Fernandes foi o chamado a converter e não tremeu na hora de bater. Bola para um lado, guarda-redes para o outro e 4-1 feito quando ainda faltavam 20 minutos no relógio. 29º golo da temporada para o capitão dos leões.

E porque o jogo começava a descambar completamente, Bruno Fernandes decidiu marcar mais um para a sua equipa. A bola passa por toda a lateral direita do Sporting, Raphinha desmarca Luiz Phellype, que ultrapassa Guilherme Oliveira e assiste Bruno Fernandes, que com toda a calma fez o 5-1 na partida. O capitão a chegar à histórica marca dos 30 golos na época.

O Sporting parecia ter aberto a loja e havia golos para todos os gostos. Bas Dost acabado de entrar, aproveitou uma oferta da defesa do Belenenses e rematou com muita intenção. Guilherme Oliveira ainda defendeu a primeira mas na recarga o avançado holandês não perdoou e no regresso aos relvados, voltou também aos golos.

A tarde era mesmo para esquecer para a formação de Belém e os golos não paravam para os forasteiros. À passagem do minuto 83, apareceu mesmo o 7º e quem mais podia ser? Ele mesmo, o capitão Bruno Fernandes.

O internacional português aproveitou um grande cruzamento da esquerda de Acuña e com tempo para tudo, não perdoou a defesa azul, deferindo um grande remate de pé direito que acabou com a bola no fundo das redes. 7-1 feito no Jamor e os leões iam fazendo o que queriam.

Bruno Fernandes fazia o seu 31º golo da época e o 19º no campeonato, colocando-se no 2º lugar da lista de melhores marcadores da Primeira Liga.

O jogo não acabaria no entanto sem mais um golo dos leões. Desta vez, foi mesmo uma estreia a marcar. Doumbia aproveitou o passe de Diaby na direita e a simulação de Bas Dost para fazer o 8-1 aos 89 minutos e fechar o resultado com uma goleada das antigas.

Findado o encontro, o Sporting aproveitou as muitas desatenções defensivas do Belenenses e o génio individual e coletivo esporádico dos seus atletas para sair do Jamor com uma goleada das antigas. Meia hora de grande futebol chegou aos leões para marcarem oito golos na partida. A figura maior foi mesmo o seu capitão, Bruno Fernandes fez um hat-trick e chegou aos 31 golos na época.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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