EURO Sub-21: os jovens craques a ter em atenção

O Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 2019 começou no passado dia 16 de junho e terminará a dia 30 do mesmo mês. O Ambidestro juntou um conjunto de nomes a ter em atenção ao longo da competição e que poderão dominar o futebol mundial nos próximos anos.

Entre os nomes recolhidos há já nomes que se vão consolidando no panorama do futebol mundial. Outros começam a florescer nos seus respetivos clubes e seleções. Alguns deles foram até referenciados pela própria UEFA antes do início da competição. Uma coisa é certa, talento não falta neste Europeu.

São 23 os escolhidos, uma Seleção das Seleções cheia de talento e potencial. Aqui fica a lista d’O Ambidestro:

Dodi Lukebakio (Bélgica. Watford)

Na sua época de estreia na Bundesliga, o avançado belga emprestado pelo Watford ao Fortuna Düsseldorf não passou despercebido. O jogador natural do Congo tem na velocidade e no remate fácil as suas maiores armas e prova disso foram os 14 golos marcados em 2018/2019 no decorrer de 34 jogos, incluindo um hat-trick em novembro frente ao Bayern Munique. Foi uma peça fulcral no 10º lugar alcançado pela formação alemã na sua época de regresso ao principal escalão germânico.

Nikola Vlašić (Croácia, Everton)

O novo ‘1o’ croata com traços do seu compatriota e jogador do Real Madrid, Luka Modric. Emprestado pelo Everton aos russos do CSKA Moscovo, mostra já alguma experiência para os seus 21 anos, não tivesse já jogado 19 partidas na em 2017/2018 na Premier League.

Este ano foi importante na luta do CSKA pelo título – acabaram por ficar pelo quarto lugar – ao fazer 31 jogos ao serviço dos russos e ao marcar oito golos (recorde pessoal enquanto jogador). Deu ainda nas vistas na UEFA Champions League deste ano ao marcar o golo que valeu a vitória da sua equipa frente ao antigo campeão europeu, Real Madrid. Também já marcou um golo ao serviço da Croácia neste Europeu na derrota por 4-1 frente à Roménia.

https://www.youtube.com/watch?v=Fr2oBfeABaM

Robert Skov (Dinamarca, Copenhaga)

É talvez um dos jogadores do EURO com mais minutos nas pernas enquanto profissional, o que em muito ajuda os seus já  23 anos. 2018/2019 foi uma grande temporada para o extremo do Copenhaga, ajudando a sua equipa a conquistar o título de campeã dinamarquesa.

No total, marcou 30 golos no campeonato, fazendo dele o melhor marcador da liga. Para além disso foi o segundo atleta com mais assistências (nove).

Com um estilo muito semelhante ao de Robben, gosta de jogar pelo lado direito por forma a poder aventurar-se para o centro do terreno e dar uso ao seu temível pé esquerdo. É ainda perito na marcação de livres, já se estreou pela Seleção principal da Dinamarca e também ele marcou na estreia neste Europeu na derrota por 3-1 frente à Alemanha.

Phil Foden (Inglaterra, Manchester City)

Com apenas 19 anos o médio do Manchester City conta já com um palmarés invejável para a sua idade. Esta época realizou 26 jogos ao serviço dos citizens, ajudando-os na conquista de três troféus. Em abril de 2019, Pep Guardiola apelidou-o mesmo de “especial.

De pé esquerdo requintado e com semelhanças ao seu companheiro de equipa Bernardo Silva, tem encantado em terras de Nossa Majestade, deixando água na boca para os adeptos ingleses no futuro.

Também ele já marcou neste Europeu na derrota dos ingleses contra a França por 2-1. Apesar da derrota, o seu grande golo deixou a desejar ver o que se seguirá.

Houssem Aouar (França, Lyon)

Um dos jovens médios que mais tem despertado a cobiça de grandes tubarões europeus depois desta temporada. Um jogador à moda antiga, com grande capacidade técnica e uma visão de jogo invejável. Já realizou três temporadas na Ligue 1 ao serviço do Lyon e em 2018/2019 totalizou 47  jogos e sete golos em todas as competições.

Moise Kean (Itália, Juventus)

Tem apenas 19 anos, mas cedo se habituou a bater recordes ao nível do clube e Seleção. 2018/2019 foi um ano de recordes, tornou-se o primeiro jogador nascido depois de 2000 a jogar a Liga dos Campeões, a jogar e marcar na Serie A – ao serviço da Juventus – e ainda o primeiro a marcar ao serviço da Seleção principal de Itália.

É visto como o próximo avançado da Juventus e da Squadra Azzurra e no que depender da sua atitude e irreverência a jogar, está no bom caminho. Mobilidade, velocidade e faro para o golo são os seus principais atributos, que o tornam um perigo para as defesas adversárias. Esta temporada fez sete golos em apenas 17 golos ao serviço da Juve.

https://www.youtube.com/watch?v=mE0Wff1CyaU

Ianis Hagi (Roménia. Viitorul)

Não, não é engano. Ianis herdou do seu pai, o lendário avançado Gheorghe Hagi, o apelido, mas não só. O novo ’10’ da Roménia herdou do seu progenitor a paixão pelo jogo, tal como uma incrível capacidade técnica merecedora de destaque.

Conta já com uma passagem por Itália, onde jogou durante duas temporadas ao serviço da Fiorentina, mas tem sido no seu país de origem onde mais se tem destacado. Há dois anos no Viitorul Constanta, tem aprimorado a sua veia goleadora, que até já ajudou a sua equipa a vencer uma Taça da Roménia. Já marcou neste Europeu na vitória romena por 4-1 frente à Croácia.

Luka Jović (Sérvia, Real Madrid)

2018/2019 foi uma época de sonho para o jovem avançado sérvio. Para além de ter ajudado o seu antigo clube, o Eintracht Frankfurt, a chegar às meias finais da Liga Europa – após eliminar o Benfica – e a um sétimo lugar na Bundesliga, teve direito a um grande salto na carreira.

Os seus 27 golos, em 48 jogos ao serviço do Frankfurt, prometiam torná-lo um dos alvos mais apetecíveis deste verão, mas o Real Madrid e Florentino Pérez não hesitaram em pagar 60 milhões de euros pelo passe do jovem de 21 anos.

Já com alguma experiência ao nível da Seleção principal da Sérvia, é um dos candidatos antecipados a levar a Bota de Ouro do Europeu para casa e a tentar conduzir a sua Nação à glória.

Dani Ceballos (Espanha, Real Madrid)

É um dos nomes mais experientes e galardoados da competição. Aos 22 anos, o jogador do Real Madrid conta já com dois Mundiais de Clubes, uma Liga dos Campeões e um Campeonato da Europa Sub-19. Em 2017, foi inclusive eleito o melhor jogador do Europeu sub-21, sendo agora novamente candidato à conquista desse prémio individual.

Ao nível de clubes, Ceballos tem tido vida difícil em afirmar-se em Madrid, especialmente desde a chegada de Zinedine Zidane ao comando da equipa, com quem já admitiu abertamente não ter uma boa relação. Apesar disso, esta temporada o médio espanhol fez ainda 34 jogos e marcou três golos.

Quererá aproveitar este Europeu não só para conduzir Espanha ao triunfo, mas também para atrair e consolidar o interesse de tubarões europeus nos seus préstimos.

Sandro Tonali (Itália, Brescia)

Aos 19 anos, é mais um jogador nascido em 2000 a ser considerado umas das maiores jovens promessas italianas da atualidade. Apesar de tenra idade, é já visto como a nova versão e o sucessor de Andrea Pirlo, nunca cedendo à pressão de tais comparações.

Brilhou ao nível das seleções jovens no último Europeu Sub-19 – onde perdeu com Portugal na final – e este ano ao serviço do Brescia, ajudando a sua equipa na subida à Serie A com três golos em 34 jogos. Mais que a capacidade finalizadora, Tonali destaca-se pela organização de jogo em zonas recuadas, elevada qualidade de passe e grande QI futebolístico.

Aaron Wan-Bissaka (Inglaterra, Crystal Palace)

2018/2019 foi a época de revelação de Wan-Bissaka. O jovem lateral de 21 anos encantou a Premier League com a sua grande capacidade defensiva e entrega e profundidade ofensiva. Muitos questionavam se não seria demasiado jovem para liderar o lado direito da defesa do Crystal Palace, mas cedo mudaram de ideias.

É já visto como o futuro da Seleção inglesa – juntamente com Trent Alexander Arnold do Liverpool – e tem sido muito cobiçado pelos grandes clubes da Premier.

Yari Verschaeren (Bélgica, Anderlecht)

É um dos jogadores mais jovens em competição. Nascido em julho de 2001, concluirá a competição com apenas 17 anos e é visto como uma das maiores esperanças belgas para o futuro. Apesar da tenra idade aproveitou a atípica temporada do Anderlecht para ganhar o seu espaço, fazendo 21 jogos e marcando dois golos.

Destaca-se pela polivalência dentro de campo, especialmente do meio campo para a frente, tal como pela grande visão de jogo que já pauta o seu estilo de jogo. Tem tudo para ser um dos jovens da competição.

Dani Olmo (Espanha, Dínamo Zagreb)

O jogador espanhol de 21 anos começou a sua formação no Barcelona, mas logo aos 16 anos partiu para a Croácia, para representar o Dínamo Zagreb. A temporada 2018/2019 foi de revelação para Dani Olmo, que fez correr tinta por todo o mundo ao maravilhar os adeptos do futebol com o seu pé direito e versatilidade.

A eliminatória frente ao Benfica a contar para os oitavos de final da Liga Europa abriram-lhe horizontes e na altura foram vários os emblemas – especialmente alemães – a expressar interesse em adquirir os seus préstimos. Agora no EURO em Itália, Olmo poderá ter a sua grande montra por forma a dar o salto para um grande campeonato europeu.

Nicolò Zaniolo (Itália, Roma)

Talento para dar e vender é o que Zaniolo tem vindo a mostrar. Naquela que foi a sua primeira temporada enquanto profissional, o já internacional pela principal seleção italiana tornou-se o novo príncipe de Roma.

O seu talento parece estar a ficar cada vez mais pequeno para a capital transalpina e têm sido vários os tubarões a perguntar pelo valor do seu passe. O futuro pode passar por Itália ou não, mas onde quer que Zaniolo esteja, há magia garantida.

Mostra grande maturidade apesar dos seus 19 anos e uma grande polivalência, podendo jogar nas alas ou no centro. É o ’10’ moderno italiano, com um toque do rei de Roma, Francesco Totti, no seu estilo. Esta temporada fez um total de 36 jogos e seis golos ao serviço da sua equipa.

Jonathan Tah (Alemanha, Bayern Leverkusen)

Um outro peso pesado a jogar neste Europeu. Tah é um central imponente – não tivesse ele um metro e 95 e 97 Kg – com já muita experiência no futebol alemão e europeu. Tem já 23 anos e vai para a sua sétima temporada enquanto profissional, totalizando mais de 150 jogos.

Apesar do seu tamanho, mostra uma grande mobilidade e coesão defensiva. Tem no jogo aéreo o ponto forte e é um dos futuros líderes da defesa da Seleção germânica. Esta temporada fez 38 jogos e três golos ao serviço do Bayern Leverkusen, ajudando assim no seu 4º lugar que dá acesso à Liga dos Campeões.

Jacob Bruun Larsen (Dinamarca, Borussia Dortmund)

O extremo nórdico realizou a sua segunda temporada enquanto profissional ao serviço do Borussia Dortmund e foi peça fulcral na grande caminhada do submarino amarelo alemão. Apesar de não terem chegado ao título, a equipa ficou conhecida pela atrativo futebol imposto e pelo jovem talento que floresceu.

Larsen foi um dos nomes em destaque. Aos 20 anos aproveitou a rotação nos flancos ofensivos da equipa e realizou um total de 30 jogos, marcando três golos. É veloz, eficaz, muito trabalhador e simplista, o que terá sido um ponto a seu favor para agradar o técnico do Dortmund, Lucien Favre.

Mattéo Guendouzi (França, Arsenal)

Um autêntico todo-terreno francês e o famoso box-to-box tão adorado em Inglaterra. O médio francês de 2o anos chegou, viu e venceu  no seu primeiro ano ao serviço do Arsenal.

Apesar do início mais lento, onde o jogador foi várias vezes relegado para o banco por Unai Emery, e da falta de títulos conquistados este ano pelo Arsenal, Guendouzi foi um dos grandes destaques da temporada dos gunners. A forma como transporta a bola e reduz o espaço entre a defesa e o ataque é o estilo característico de um grande box-to-box. Agora o jovem formado no PSG tentará conduzir os gauleses à glória.

Alex Meret (Itália, Nápoles)

Antes do começo deste Europeu, já haviam algumas grandes ausências confirmadas. Uma delas era a do já muito experiente guarda-redes italiano do AC Milan, Gianluigi Donnaruma. Assim sendo, seria talvez de esperar que a baliza de Itália estivesse em muito desfalcada. Alex Meret certificou-se que tal não acontecesse e dá agora uma grande segurança ao seu país.

O jovem guardião de 22 anos fez a sua primeira temporada ao serviço do Nápoles de Carlos Ancelotti. Dividiu o protagonismo com o patrão da baliza da Colômbia, Ospina, mas mesmo assim realizou 21 jogos, demonstrando que um bom guarda redes pode ser jovem.

É muito ágil, forte entre os postes e já um líder apesar da idade. É um candidato antecipado ao prémio de melhor guarda-redes do torneio e um dos futuros sucessores do legado deixado pelo lendário Gianluigi Buffon na escola italiana de guarda-redes.

Dayot Upamecano (França, Leipzig)

Se Jonathan Tah é o tanque defensivo alemão, Dayot Upamecano mostra muitas semelhanças para ser o tanque defensivo gaulês. Apesar de um pouco mais baixo (um metro e 85), o central do Leipzig mostra também um físico invejável e muita experiência, mesmo com apenas 20 anos.

Leva já quatro temporadas enquanto profissional e mostra um jogo aéreo e um espírito de liderança invejável para a idade. França espera que Upamecano seja a muralha que os conduzirá ao título

Ryan Sessegnon (Inglaterra, Fulham)

Em 2017/2018 superou a concorrência do português Rúben Neves e foi considerado o melhor jogador do Championship com apenas 17 anos, aquando da subida do Fulham à Premier League. Na altura o jovem conhecido por fazer todas as posições na ala esquerda do campo fez 16 golos em 52 jogos.

Este ano, apesar da descida de divisão da sua equipa, o seu pé esquerdo voltou a maravilhar os relvados ingleses e são muitos os grandes de Inglaterra a pretenderem os seus préstimos. O seu historial enquanto extremo possibilita-o de se integrar facilmente no ataque mesmo quando joga a posições mais recuadas. Finta curta, remate fácil e precisão no cruzamento são alguns dos seus pontos fortes.

Nikola Moro (Croácia, Dínamo Zagreb)

Juntamente com Dani Olmo, foi uma das grandes revelações do Dínamo Zagreb e da sua participação na Liga Europa. É mais um jovem apontado à sucessão da camisola ’10’ de Modric e são muitas as comparações feitas entre os dois.

Médio de requinte, com grande visão de jogo e qualidade de passe acima da média. É capaz de jogar mais na frente, mas é a médio defensivo que melhor se adapta e onde joga preferencialmente. Este ano realizou 25 jogos no Dínamo, marcando ainda três golos.

Federico Chiesa (Itália, Fiorentina)

É um extremo ao estilo italiano. De pequeno porte, mas muito veloz e com muita qualidade em ambos os pés. Muito ao estilo de um compatriota seu que em tempos brilhou nesta mesma competição, Lorenzo Insigne.

Tem 21 anos e fez toda a sua carreira de formação e profissional ao serviço da Fiorentina, onde já se impôs como titularíssimo. Em 2018/2019 fez a sua época mais prolífica, ao marcar 13 golos em 41 jogos pela formação de Florença, que já começa a ser pequena para o seu grande talento.

Conseguirá Chiesa repetir o feito de Insigne e conduzir Itália à glória estando a jogar em casa?

Nicolò Barella (Itália, Cagilari)

Barella é um estilo de jogador que não se encontra todos os dias. Junta o famoso box-to-box inglês ao requintado médio italiano tantas vezes idealizado em Andrea Pirlo, por exemplo.

Apesar de não ser conhecido pela sua veia goleadora, é capaz de fazer a sua equipa jogar como ninguém e disso os adeptos do Cagilari não têm qualquer dúvida. Esta temporada o seu treinador recusou-se a vendê-lo porque queria “construir a equipa à sua volta”, demonstrando bem a sua importância. Foram já várias as equipas a tentar a sua contratação, como a Juventus e o Inter Milão, mas a casa de sempre só o aceita vender por uma pequena fortuna.

https://www.youtube.com/watch?v=lAZ2G_clTMw

Foi esta a Seleção d’OAmbidestro. Agora resta apenas esperar pelo dia 30 de junho para saber qual o, ou os, talento(s) que mais influenciaram esta competição e conduziram a sua nação ao título de campeões europeus sub-21.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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