Os quartos de final mais emocionantes do EURO 2004

A 24 de junho de 2004 jogou-se uma partida que parou todo o país, Portugal frente a Inglaterra. Um jogo a contar para o europeu, e que Portugal, sendo a seleção anfitriã, tinha obrigação de ganhar para seguir e alcançar a tão desejada final. Na rubrica “Domingos Históricos” desta semana, voltamos ao tempo de Figo, Deco e Rui Costa. O Estádio da Luz foi o palco desta “final antecipada”. A comitiva portuguesa era comandada por Luiz Felipe Scolari, que pretendia seguir em frente na competição da melhor forma.

Apesar da grande vontade de Portugal, quem começou melhor na partida foram os ingleses. Logo aos três minutos de jogo Michael Owen dava a vantagem para a Inglaterra. Costinha falhou no alívio da bola, e o avançado aproveitou a falha para se adiantar no marcador. Portugal não adormeceu e tentava recuperar. Maniche do meio da rua queria perigo, e quase fazia o 1-1. A Inglaterra dava luta e quase se adiantava no marcador com um remate de Owen, de novo, mas o avançado viu pela frente uma excelente defesa de Ricardo. O árbitro dava o apito para o intervalo e Portugal ia para o balneário a perder por uma bola a zero.

Certamente, a segunda parte foi diferente e Portugal veio com outra vontade. Hélder Postiga, que tinha saltado do banco para substituir o capitão Luís Figo, marca com um grande cabeceamento. Simão Sabrosa faz o cruzamento, e o avançado português com classe mete a bola no fundo das redes inglesas. Acabava o tempo regulamentar e então teria de se decidir a partida no prolongamento. Rui Costa, que também tinha vindo do banco para substituir Miguel, mostrou ser uma peça crucial para o jogo português. O mágico levou a bola pelo meio campo e com uma bomba fora de área adiantou Portugal no marcador. Só se queria acabar o jogo. Mas o sonho português encontrou pela frente um pesadelo chamado Lampard. Na sequência de um canto, a bola chegou aos pés do médio que dentro de área não perdoou. Acabou o prolongamento e a partida teria de ser decidida nas grandes penalidades.

Seguiu-se para as grandes penalidades e Inglaterra era a primeira a marcar. Beckham, capitão inglês, assumiu a primeira grande penalidade e falhou escandalosamente, dando assim uma sensação mais confortável a Portugal. Infelizmente, Rui Costa também não tinha a pontaria afinada e falhou o primeiro penalti português. Seguiram-se as grandes penalidades até que Ricardo tira as luvas. Quem não se lembra deste momento? A verdade é que resultou. Ricardo defendeu a grande penalidade de Darius Vassel. Logo a seguir o mesmo assume a responsabilidade de marcar o penalti decisivo e fazer história. O que acabou por acontecer. Ricardo foi o herói desta história ao marcar o penalti que deu acesso a Portugal às meias finais do EURO em casa.

Este é considerado um dos melhores jogos de futebol, e mais bem jogados, dos últimos tempos. Infelizmente o EURO não acabou bem para Portugal, visto que chegou à tão desejada final mas acabou por perder 1-0 com a Grécia. Interessante que há dois dias fez 15 anos que Portugal disputava a final do Europeu no Estádio da Luz.

João Marques

Nasci nos Açores, mais propriamente na Ilha Terceira. Actualmente estou a estudar Ciências da Comunicação na NOVA FCSH. O desporto nasceu comigo e a paixão pelas letras já vem desde tenra idade.

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