Golo de Gelson Martins estraga festa portista

Ao oitavo jogo de pré-época, eis a primeira derrota dos Dragões. Em jogo de apresentação aos sócios, um erro individual de Pepe ofereceu um golo a Gelson Martins num jogo em que Alex Telles ainda falhou uma grande penalidade.

Dia de festa na invicta. Pela primeira vez em dois meses, os adeptos portistas tiveram a oportunidade de ver a sua equipa a atuar no Estádio do Dragão mas o resultado e, de certa forma, a exibição não corresponderam ao ambiente vivido nas bancadas.

A uma semana e meia de defrontar o Krasnodar no arranque oficial da temporada 19/20 dos azuis e brancos, a expetativa era alta para ver o que tinha para mostrar a equipa de Sérgio Conceição frente a um adversário de maior calibre, como é o Mónaco. No entanto, a massa associativa do FC Porto não saiu do estádio entusiasmada com aquilo que viu.

Desde cedo que se percebeu as intenções de cada equipa. O FC Porto a procurar controlar a posse de bola e a querer assumir o jogo, frente a um Mónaco a jogar na expetativa e no erro do adversário. O início de jogo foi algo entediante, com as duas equipas a não conseguirem criar oportunidades e com o jogo a ser muito disputado no meio do terreno.

O primeiro momento digno de destaque surgiu por volta do minuto 12 quando, após um cruzamento perfeito de Alex Telles, Romário Baró (um dos melhores em campo do lado azul e branco) cabeceou para fora. Depois do falhanço de Romário, o Porto começou a conseguir ocupar o meio-campo monegasco com maior frequência. A pressão alta não deixava o Mónaco sair com qualidade para o ataque e o domínio do Porto começava a ser mais evidente.

Porém, tal domínio foi interrompido por uma falha de Pepe. O central português cometeu um erro fatal na saída de bola e Gelson Martins, frente a frente com Vaná, marcou o único golo do encontro. Se com o resultado empatado a equipa de Leonardo Jardim não arriscava muito, depois de se ver a vencer a equipa baixou ainda mais o bloco e começou a ser difícil para o Porto conseguir encontrar espaços na defensiva adversária.

A única chance flagrante de golo no resto da primeira parte surgiu na sequência de uma bola parada convertida por Alex Telles, com Pepe a cabecear e a bola a passar a escassos centímetros do poste da baliza de Lecomte. Apesar da maior posse de bola, as dificuldades do Porto em conseguir incomodar o guardião contrário continuavam e a ausência de um criativo era notória.

Na segunda parte, o Porto entrou com o mesmo 11 que iniciou a partida e dispôs de uma oportunidade através dos pés de Romário. O jovem formado nos Dragões rematou para defesa apertada de Lecomte. No minuto 60, Sérgio Conceição promoveu quatro alterações, com destaque para as entradas dos reforços Zé Luís e Nakajima.

Poucos momentos depois das alterações realizadas, Corona foi parado em falta por Panzo dentro da área monegasca e Alex Telles teve no seu pé esquerdo uma chance de ouro para empatar a partida. No entanto, o lateral não foi capaz de converter a grande penalidade em golo e o resultado manteve-se desfavorável aos azuis e brancos.

Até ao final, o Porto desperdiçou várias oportunidades para evitar a derrota. Ótávio chegou tarde a um bom cruzamento de Saravia, Zé Luís obrigou Lecomte a esticar-se para mais uma grande defesa e Fábio Silva, já nos instantes finais, atirou ao ferro. A bola recusou-se a entrar na baliza do Mónaco e o Porto saiu do seu jogo de apresentação com uma derrota.

A finalização acabou por, mais uma vez, ser o maior problema dos Dragões, mas também está longe de ser o único. Sérgio Conceição tem uma semana e meia para conseguir resolver os vários pontos a melhorar. Alguns deles, como a falta de ideias do meio-campo portista, parecem ter uma única solução: a contratação de um criativo. O Krasnodar está cada vez mais perto e os adeptos não vão perdoar um falhanço no acesso à liga milionária.

Daniel Sousa

Nascido e criado na Ilha da Madeira e neste momento a estudar Ciências da Comunicação na FCSH. Com um gosto enorme pelo futebol e pela escrita, está sempre aberto a novos desafios.

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