Portugal incapaz de revalidar o título e a Espanha é a nova Campeã Europeia de Sub-19

Naquela que foi a primeira Final Ibérica de sempre numa final de um campeonato europeu Sub-19, a Espanha levou a melhor sobre Portugal e celebrou o seu oitavo título desta competição. A figura do jogo foi o extremo espanhol do Valência, Ferran Torres, que marcou os dois golos da partida.

Portugal e Espanha entravam em campo com a ambição de vencer o título de campeão europeu na categoria de Sub-19. Esta tratava-se de uma final ibérica inédita neste escalão, visto que Portugal e Espanha nunca se haviam defrontado numa final de um Europeu Sub-19.

A Seleção das Quinas procurava o seu segundo título consecutivo de campeão europeu deste escalão, depois de em 2018 ter vencido a Itália por 4-3 após prolongamento. Era ainda a terceira final seguida dos portugueses. Já os espanhóis queriam voltar a deter um título que fugia desde 2015.

Apesar de uma final inédita, era já a segunda vez que ambas as seleções se encontravam neste Europeu, depois de se terem defrontado na fase de grupos. Na altura, a partida terminou empatada a um golo. Juan Miranda (Espanha) e Fábio Vieira (Portugal) foram os autores dos golos.

A final começou e cedo se percebeu que as seleções ibéricas se conheciam bem. A Espanha fiel a si mesma, com o seu conhecido gosto de ter a bola no pé e em constante movimentação e Portugal sempre tático e com uma eletrizante  movimentação na frente de ataque.

Os primeiros sinais de perigo vinham mesmo do lado espanhol, mas encontravam sempre uma muralha de seu nome Celton Biai – guarda-redes do Benfica. Já os portugueses tentavam jogar no erro adversário e apesar da posse de bola estar dividida, apenas conseguiam criar perigo de longa distância.

Depois deste período de equilíbrio entre as duas seleções, o golo espanhol chegou mesmo ao minuto 34. A formação das quinas distraiu-se, a Espanha bateu um livre rápido no corredor esquerdo. O extremo Bryan Gil ganhou a linha, cruzou e a defesa portuguesa apanhada completamente às aranhas. Dois defesas foram simultaneamente à bola e deixaram Ferran Torres – extremo do Valencia – completamente sozinho no coração da área que fez o 1-0.

Tal como o sucedido no encontro realizado na fase de grupos, os espanhóis começavam o jogo a vencer. Portugal era agora obrigado a correr mais uma vez atrás do prejuízo se quisesse alimentar o sonho do bicampeonato europeu.

Depois do golo castelhano, Portugal foi obrigado a subir linhas e correr atrás do risco, Apesar disso a equipa de Filipe Ramos não foi capaz de criar grande perigo junto da baliza espanhola e chegou mesmo ao intervalo em desvantagem. Os jovens portugueses tinham agora mais 45 minutos (pelo menos) pela frente para tentar dar a volta ao resultado.

A segunda parte começou e notava-se uma mentalidade diferente portuguesa, com as linhas mais subidas e maior cariz ofensivo. Contudo este maior balanço para o ataque trouxe prejuízo a Portugal. Mais uma vez o lado esquerdo espanhol a mostrar grande superioridade com o lateral Juan Miranda a cavalgar por toda a ala até cruzar rasteiro novamente para o coração da área onde estava um velho suspeito. Ferran Torres recebeu, virou-se para a baliza e com tempo para tudo fez o segundo da partida e deixou a missão portuguesa bem mais difícil. Portugal era agora ainda mais obrigado a marcar o mais cedo possível.

Após o 2-0, foi notório o maior caudal ofensivo português. Contudo, os jovens das Quinas continuavam a pecar pela finalização e assim a pagar caro no resultado. Os minutos iam aumentando e o tempo para Portugal tentar pelo menos empatar diminuindo.

A seleção treinada por Filipe Ramos não demonstrava originalidade ofensiva no último terço e com a seleção de Espanha a fechar muito bem o seu meio campo, as oportunidades eram reduzidas e, na sua maioria, pouco relevantes. A isto juntava-se um claro desgaste físico do lado português que dificultava as suas investidas.

Até ao final, pouco houve a acrescentar, apesar de portugal bem ter tentado diminuir a desvantagem. O jogo terminou com a vitória espanhola por duas bolas a zero e o sonho português de ser bicampeão ficou por terra. A Espanha é a nova campeã europeia de Sub-19.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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