Porto sai da Rússia com um pé no play-off

Krasnodar 0 – 1 Porto (Sérgio Oliveira 89’)

Está bem encaminhado o apuramento do FC Porto para a próxima fase. Num jogo pobre, os Dragões mostraram ser superiores aos russos e trazem para Portugal uma vantagem que traduz isso mesmo, conseguida num lance de bola parada ao cair do pano.

XI do Krasnodar: Safonov; Petrov, Martynovich, Spajic, Ramírez; Kambolov, Vilhena, Cabella; Wanderson, Namli, Berg.

XI do Porto: Marchesín; Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles; Danilo, Sérgio Oliveira, Romário Baró, Corona; Marega, Soares.

Entrando num 4-4-2 muito dinâmico, facilmente a equipa se desdobrava num 3-4-3, com um médio a juntar-se aos centrais e os laterais a dar largura, derivando Romário Baró para o meio e colocando Marega e Corona nas costas de Soares. Isto permitia boas movimentações no último terço, onde apenas faltava o golo. Com mais posse e mais oportunidades (o Krasnodar apenas na 2ª parte incomodou Marchesín), era o Porto quem mais fazia pela vida. A segunda parte trouxe mais equilíbrio e o interesse surgiu apenas nos últimos 10 minutos, altura em que o Krasnodar cria a sua única ocasião de perigo, respondendo de seguida os dragões com o golo. Vitória pela margem mínima e objetivo conseguido.

Quanto ao jogo, o Porto entra melhor e tenta desde logo estabelecer-se no meio campo adversário. O primeiro lance de perigo é protagonizado por Soares, num remate à meia volta bloqueado pela defesa. Pouco depois, surge a grande oportunidade do primeiro tempo: Sérgio Oliveira lança Marega nas costas da defensiva mas o avançado maliano, na cara do guarda redes, desperdiça com um remate ao lado. O Krasnodar tentava reagir, mas era o Porto que voltava a criar perigo, desta feita por Corona, mas o guardião russo opôs-se ao mexicano. Aos 40 minutos, os russos têm um livre perigoso à entrada da área, mas, na cobrança, Berg atira por cima e o intervalo chega com um nulo no marcador.

A 2ª parte antecipava maior emoção na busca pelo golo, mas ocorreu precisamente o contrário. A expectativa reinava nas duas formações e nenhuma parecia capaz de desmontar a outra. Os portugueses foram os primeiros a mexer, lançando Luís Díaz para o lugar de Baró, na busca por mais velocidade e verticalidade nas alas. Com o colombiano em campo, a equipa jogava com maior largura e parecia sentir-se mais confortável. Os russos responderam com três alterações num espaço de 10 minutos, mas sem consequências sérias. Para o último quarto de hora, Zé Luís rende Tiquinho Soares, mas são os russos, aos 80 minutos, a criar perigo. Cabella surge dentro da área e desfere um forte remate, que Marchesín sacode para canto. Pouco depois, já com Otávio em campo, o Porto conquista um livre à entrada da área e Sérgio Oliveira, sem meias medidas, faz o golo e conquista uma valiosa vantagem aos dragões no caminho para a Liga Milionária.

Marco Pereira

Amante do desporto, respira futebol e considera-o uma das suas grandes paixões. É licenciado em Línguas Aplicadas pela Universidade do Minho.

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