Bruno Lage: “FC Porto foi a equipa que mais pontos conquistou para Portugal nos últimos 20 anos”

Quando questionado sobre a eliminação do FC Porto da Liga dos Campeões, o treinador do Benfica, Bruno Lage, mostrou-se insatisfeito por a sua equipa entrar diretamente no pote 2 da competição em virtude da derrota dos dragões frente ao Krasnodar.

O técnico dos encarnados reforçou que foram os azuis e brancos quem mais contribuiu nos últimos anos para o futebol português nas competições europeias, sublinhando o seu percurso.

Bruno Lage notou ainda que a subida ao pote 2 pouco quer dizer, visto que “na Champions não há jogos fáceis”. Segundo o técnico, é necessário encarar todos os jogos da mesma forma nesta competição.

Quais são as equipas mais difíceis? Se fico satisfeito? Não, sinceramente não. Porquê? Primeiro é esse lado teórico dos potes. Se estamos a olhar para a pontuação ao longo dos anos… Por vezes uma equipa do pote 2 ou 3 tem transformações mediáticas pela aposta em termos financeiros na construção do plantel. Na Champions não há jogos fáceis e para fazermos uma campanha à altura do Benfica temos de estar preparados para encarar todos os jogos como temos feito até aqui. 

Depois olhar para o panorama do futebol português. São menos pontos, não podemos esquecer-nos do percurso do FC Porto nos últimos 20 anos na Champions, foi a equipa que mais pontos conquistou para que Portugal ainda consiga que o vencedor do campeonato entre de forma direta. Quantos mais pontos fizermos, e isso também passa por nós, mais equipas vamos ter na Liga dos Campeões. Senão o que vai acontecer? Olharmos para determinados jogadores e eles preferirem um terceiro, quarto ou quinto classificado da liga inglesa, espanhola, francesa ou italiana

Quando questionado sobre o que falta então às equipas portuguesas na Europa, Bruno Lage foi assertivo: “Não falta nada, porque senão não tínhamos tantos e tão bons treinadores nessa Europa fora. Agora, se formos mais competitivos, vamos crescer e evoluir. Se isso acontecer, poderemos ser cada vez mais fortes na Europa.”

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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