Benfica causa derrocada na Pedreira

Na ressaca da derrota no Clássico, o Benfica foi a casa do Sporting de Braga vencer por 4-0. Pizzi foi o homem do jogo ao marcar por duas vezes. Bruno Viana e Ricardo Esgaio fizeram um auto-golo cada.

Jogo grande da 4ª jornada a opor Braga e Benfica na Pedreira. Ambas as equipas entravam em campo sabendo que uma vitória os colocaria mais perto do líder surpresa da Liga NOS, o Famalicão, que com quatro vitórias em quatro jogos, é já a única equipa imbatível do campeonato.

De um lado, tínhamos as águias de Bruno Lage, com o orgulho ferido depois da derrota em casa frente ao FC Porto na semana passada. Por outro, os guerreiros minhotos de Sá Pinto, moralizados pela passagem à fase de grupos da Liga Europa, apesar do início lento na Primeira Liga. Tinha tudo para ser um grande encontro.

A partida entre bracarenses e lisboetas começou equilibrada. Ambas as formações entraram com ativas, especialmente ao meio campo e tardou ate aparecer a primeira grande ocasião de golo.

Contudo, o perigo chegou de forma inesperada. O avançado egípcio Hassan pontapeou Florentino dentro da sua área após uma bola dividida e o árbitro sem dúvidas, grande penalidade. O suspeito do costume, Pizzi, foi chamado a bater e não tremeu. 1-0 na Pedreira e sexto golo do médio na época.

O golo surgiu um pouco caído do céu. A má abordagem de Hassan desbloqueou o nulo que persistia num jogo que tardava a entusiasmar os adeptos.

Poucos minutos depois surgiu a primeira grande jogada do jogo. Ao minuto 32, a ala esquerda do Benfica começou a funcionar e a triangulação Grimaldo-Taarabt-Pizzi desmontou a defensiva adversária. O autor do golo das águias cruzou rasteiro é Seferovic, isolado, a confirmar o mau momento de forma e a fazer o mais difícil ao falhar uma oportunidade flagrante.

Quatro minutos depois foi a vez do Braga assustar, e bem. Cruzamento na direita com conta, peso e medida. Ricardo Horta recebeu isolado de peito e disferiu um potente remate no poste da baliza de Vlachodimos.

Até ao final da primeira parte houve ainda tempo para Seferovic falhar por mais duas boas oportunidades. O avançado suíço tarda em em atingir a forma da temporada passada. Para os próximos 45 minutos, Sá Pinto tinha que mexer na frente da ataque se queria lutar por algo neste encontro. Já Bruno Lage não tinha ainda a vida descansada. Apesar de uns minutos finais mais inspirados e originais, a equipa demorou a inserir no jogo o ataque fluído da temporada passada.

Os segundos 45 minutos começaram da melhor forma para os visitantes. Combinação na direita de Rafa e André Almeida e o extremo português a fazer um cruzamento venenoso rasteiro para o coração da área. Aí apareceu o suspeito do costume, esse mesmo, Pizzi. 2-0 aos 47 minutos para o Benfica.

Não foram precisos nem mais dois minutos e chegou mesmo o terceiro. Seferovic fez de extremo, acelerou pela esquerda, cruzou rasteiro e Bruno Viana a tirar completamente o golo à Raúl de Tomás, fazendo um auto-golo. 3-0 na Pedreira.

Os golos afetaram claramente o Braga que ia tentando resolver demasiados rápido na frente. Apesar de um par de remates ao lado da baliza de Vlachodimos, o Benfica ia controlando e aproveitando a falta de inspiração ofensiva bracarense.

O jogo acalmou, mas o resultado não. Ao minuto 72 mais um momento infeliz do Braga. Jota cruzou na direita após entrar e Ricardo Esgaio a imitar o colega Bruno Viana e a colocar a bola na própria baliza. 4-0.

O resultado permitiu o volume do resultado para fazer entrar Caio Lucas por Pizzi. O extremo brasileiro a ter a sua oportunidade neste jogo.

Até ao final do jogo, pouco houve a assinalar. O Braga ainda esteve perto de reduzir por intermédio do seu novo menino de ouro, Francisco Trincão, mas não passou de um susto.

As águias saíram de Braga com os três pontos, uma grande exibição de Pizzi e uma clara evolução coletiva em relação ao jogo da semana passada frente ao FC Porto. Já o Braga continua a ter um mau início de campeonato e tem apenas 4 pontos em 4 jogos.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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