Históricos: Barcelona 5-0 Real Madrid

Na rubrica “Históricos” desta semana relembramos um jogo que foi daqueles a que podemos chamar um “baile de bola”. Um encontro de titãs, de dois gigantes do futebol. Hoje recordamos o dia em que o Barcelona defrontou o Real Madrid, a contar para a 13ª jornada da La Liga.

Na temporada de 2010, no dia 29 de novembro, quase 100 mil pessoas foram ao Camp Nou para ver este clássico. Um jogo que deixa sempre qualquer adepto do futebol inquieto. O Barcelona da era Guardiola estava em grande forma. O treinador espanhol apresentava uma equipa muito organizada, famosa pelo seu “tiki taka”. Do outro lado, José Mourinho tinha uma mistura de craques à sua disposição.

Tudo ao rubro, até que o árbitro Iturralde González dava o apito inicial. Os primeiro minutos foram muito difíceis de comentar. Qualquer equipa criava perigo, mas a primeira a dar sinal foi o Barça. Messi, sem que ninguém esperasse, com um remate acompanhado por um efeito estrondoso mete a bola no poste. Casillas não tinha qualquer hipótese. Logo a seguir começou o show de bola. Xavi recupera, Busquets vira para Messi, Messi faz “um, dois” com Xavi, Messi vira para Iniesta, e o médio com um incrível passe a rasgar a defesa deixa Xavi na cara do guarda-redes, e com toda a classe do mundo o capitão do Barcelona fez o 1-0. O Real Madrid tentava responder, mas sem sucesso. Ronaldo tentava, e tentava, mas estava difícil levar a equipa para a frente.

Passados oito minutos desde o primeiro golo, vinha o segundo. Pedro começou a jogada ao passar para Xavi, em que o capitão mudou o flanco para David Villa. O espanhol foi no um para um, passou por Ramos, cruzou e Pedro só teve de encostar. Estava feito o segundo no Camp Nou. De seguida, os nervos começaram a subir. Começaram a surgir ações daquelas que nada promovem o futebol. Com isto o árbitro apitou e mandou as equipas para o balneário.

Para a segunda parte, esperava-se uma boa resposta por parte do Real Madrid, e que o Barcelona continuasse o bom jogo. Mourinho retirou Ozil e lançou Diarra. A verdade é que a vida dos merengues estava cada vez mais difícil. Passados 10 minutos da segunda-parte o Barcelona fazia o terceiro com um remate de David Villa. E o pior vinha a seguir.

Messi que tinha feito a assistência para o último golo, volta a fazer o mesmo. Com um passe que rompe qualquer defesa, David Villa volta a ficar frente a frente com Casillas, e faz o quarto golo do jogo. O Real Madrid já nem sabia o que fazer. Sergio Ramos viu o primeiro cartão amarelo, depois de uma falta feita a Villa. Guardiola já com o jogo controlado, lança Krikic, Keita, e Jeffrén Suárez. A verdade é que nos descontos, o Barcelona ainda teve tempo para fazer a “manita”. Suárez arrumou o jogo com um golo fácil. No fim Sérgio Ramos acabou por ser expulso, devido a agressões.

E acabou assim. Um baile de bola. Muito se ouviu “ole” no Camp Nou durante a partida. A comunicação social dizia que se tivessem jogado com duas bolas, o Barcelona continuava a controlar o jogo da mesma forma. Com este jogo mostrou-se que qualidade coletiva, é sempre superior à qualidade individual. Um jogo que vai ficar para sempre na história da La Liga.

 

João Marques

Nasci nos Açores, mais propriamente na Ilha Terceira. Actualmente estou a estudar Ciências da Comunicação na NOVA FCSH. O desporto nasceu comigo e a paixão pelas letras já vem desde tenra idade.

Deixe uma resposta