FC Porto cede empate e falha liderança do grupo

O FC Porto recebeu o Rangers em encontro a contar para a terceira jornada do Grupo G da Liga Europa, e o marcador registou um empate a uma bola. Os golos da partida foram apontados por dois colombianos, Luis Díaz inaugurou o marcador aos 36’ e Morelos estabeleceu a igualdade aos 44′.

Claramente um resultado que não satisfaz os interesses do FC Porto ainda que, esteja tudo em aberto num grupo liderado pelos suíços do Young Boys com seis pontos, seguidos por FC Porto e Rangers ambos com quatro pontos e em último, o Feyenoord com três.

A primeira ocasião de golo nasceu dos pés dos escoceses aos 5′ em que, na sequência de um pontapé de canto a favor dos dragões, um corte no centro da área permite uma rápida transição ofensiva dos visitantes com Corona a fazer um corte providencial a entrada da área, evitando uma situação de 1×1 frente a Marchesín.

Três minutos depois foi a vez de Zé Luís ameaçar a baliza escocesa com um cabeceamento, após cruzamento de Alex Telles.

Decorria o minuto 33 e novamente, cruzamento de Alex Telles e Zé Luís, com um bonito movimento, cabeceou forte ao poste da baliza de Mc Gregor.

Os pupilos de Sérgio Conceição iam ameaçando até que aos 36′, Luis Diaz interceptou um passe na primeira fase de construção do Rangers e fez a sua qualidade evidenciar-se com um remate colocado de fora da área, levando a bola ao angulo da baliza adversária, deixando sem hipótese, o guardião dos escoceses.

 

O colombiano assinou um bonito golo de fora da área, deixando o guardião dos escoceses sem hipótese de defesa

 

Os dragões tinham mais posse de bola mas revelavam menos disciplina táctica e o Rangers ia tentando inverter o rumo do marcador e na sequência de um pontapé de canto, Morelos saltou mais que todos e cabeceou à barra portista.

O aviso estava dado e Morelos igualou o marcador aos 44′ ao receber um cruzamento largo da esquerda, Marcano falhou a intercepção e o colombiano de frente para Marchesín, finalizou da melhor forma.

No regresso para a segunda parte, os azuis e brancos entraram com mais intensidade e com melhor reacção à perda da bola, deixando antever um FC Porto a querer rapidamente adiantar-se no marcador, coisa que não veio a acontecer até porque, os pupilos de Steven Gerrard mantiveram-se muito fiéis ao rigor táctico e souberam explorar da melhor forma, os flancos que nem sempre foram protegidos pelos homens da casa, demonstrando muita qualidade na construção.

O argentino Marchesín foi por vários momentos o salvador dos visitados, e ao minuto 53, num cruzamento pela esquerda, Morelos sobiu e cabeceou forte, permitindo ao guardião dos dragões uma intervenção de excelente nível.

O FC Porto não atravessava um bom momento e quando já se ouviam assobios no dragão, Sérgio Conceição decidiu mexer no xadrez fazendo sair Otávio e Luis Díaz, para dar lugar a Bruno Costa e Nakajima, assumindo maior compromisso ofensivo num sistema 4x3x3.

O jogo esteve sempre muito dividido sendo que, o empate interessava mais aos escoceses que ao conjunto português. O técnico do Rangers fez a primeira mexida na equipa aos 76′, saindo Kent para dar lugar a Ayodele-Aribo. Conceição aproveitou o momento para impor mais frescura no processo ofensivo e fez entrar Soares para o lugar de Zé Luis.

Já se jogava mais com a emoção que a razão, quando aos 80′, o dragão quase gritou golo na cobrança de um pontapé de canto, com a bola a passar na pequena área sem que Pepe, Soares e Danilo a tivessem empurrado para dentro da baliza. O FC Porto tinha mais posse e demonstrava maior pendor ofensivo e Gerrard tentando travar esse processo, fez dupla alteração com a saída de Jack e Baker, para entrarem Arfield e Ojo.

Os escoceses com o jogo quase a terminar, iam tentando manter posse de bola com bons momentos sem que os dragões conseguissem interceptar a construção destes. O FC Porto tentava colocar a bola na área adversária com um jogo mais directo e aos 86′, valeu ao Rangers a intervenção magistral de McGregor com duas grandes defesas a negar num primeiro momento, o remate de Soares e depois, com o pé, a recarga de Uribe com remate rasteiro

Os escoceses sairam com a sensação de missão cumprida e  Sérgio Conceição e os seus homens com o rosto cabisbaixo e cientes que complicaram o que aparentemente seria um jogo que estariam obrigados a ganhar não só pelo prestigio, como pela diferença de qualidade do plantel e claramente para se destacarem na liderança do grupo G.

 

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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