Vitória a vitória, rumo à tranquilidade

O Sporting venceu o Vitória por 3-1 com golos de Jesé (29′), Acuña (32′) e Coates (73′). Bonatini (67′) fez o golo vimaranense.

Encontraram-se em Alvalade duas equipas separadas por um ponto e com a particularidade de ambas terem jogado quinta-feira.

Ainda os adeptos leoninos cantavam o famoso “O Mundo Sabe Que”, o Vitória de Guimarães já ameaçava junto da baliza de Renan Ribeiro. Mas a reposta do conjunto de Silas chegou logo a seguir com Bruno Fernandes a pôr Miguel Silva à prova. A partida começava com alta pedalada, nem parecia que tinha havido jogo europeu há uns meros dias atrás.

Porém, o que começou prometedor, foi perdendo intensidade. O Vitória projetava-se bem (e com muitos) no ataque, como já é habitual nas equipas de Ivo Vieira, e ia tirando muitos cruzamentos para a área do Sporting. Mathieu, um dos melhores, ia fazendo de carro-vassoura. Sempre no sítio certo. Do lado verde e branco, a previsibilidade ia dificultando a construção de jogadas de perigo muito apoiadas na subida dos seus laterais.

Foi com o Vitória balanceado no ataque que o Sporting aproveitou para ferir os minhotos. 29 minutos corridos, contra-ataque conduzido por Vietto, Jesé surge isolado e, com toda a frieza, estreou-se a marcar de leão ao peito. Que resposta daria o Vitória? Nem deu para perceber. Isto porque três minutos depois a bola entrava novamente na baliza de Miguel Silva. A defesa vitoriana acabou por perder a bola em zona proibida e Acuña, em zona de finalização, não desperdiçou. O ângulo até nem era favorável, mas o guarda-redes do Vitória acabou por ajudar ao tentar adivinhar o lance e deixou a baliza escancarada para o argentino atirar. A porta abriu-se e o Sporting numa questão de minutos fez-se de casa.

O Vitória continuou a estar bem no capitulo em que é melhor: atacar. Aos 36′, Davidson rematou ao poste e aos 42′, voltou a ameaçar a partir de um canto. O encontro começou equilibrado e foi para o intervalo equilibrado. A diferença esteve na estatística mais importante e aí o Sporting foi mais eficaz.

A segunda parte começou com uma longa análise. Bruno Fernandes caiu na área depois de um contacto com Miguel Silva, mas Artur Soares Dias entendeu que não havia motivo para grande penalidade depois de ter ido ver o lance. O Sporting entrava melhor no segundo tempo e com vontade de alargar os números construídos na primeira parte.

Do lado vimaranense, já se começava a notar as consequências do enorme e desgastante jogo no Emirates. Estava a cometer menos riscos e com menor intensidade e o controlo do jogo estava do lado dos da casa. Mas o contexto mudou com a entrada de João Carlos Teixeira. É dele a primeira grande oportunidade do Vitória na segunda parte e seria um prenúncio do que estava para vir. Aos 67′, e a confirmar o tom ameaçador, a equipa de Ivo Vieira reduzia para 2-1. Num dos momentos de maior passividade da defensiva leonina, Bonatini aproveitou para finalizar.

Os minhotos agigantavam-se e estava a encostar o Sporting às cordas. Fosse por Davidson, Teixeira, Edwards, o perigo andava à solta junto da área verde e branca.

Mas tudo voltou a mudar. Num livre lateral batido por Acuña, Coates cabeceou para uma defesa incompleta de Miguel Silva e depois foi lá confirmar o terceiro golo do Sporting. O guarda-redes do Vitória voltou a comprometer e os leões não perdoaram e acabaram por fechar as contas do jogo aos 73 minutos.

Do ponto de vista verde e branca, a partida ganhou ainda outro brilho com a estreia do júnior Rodrigo Fernandes pela equipa principal.

Talvez a melhor exibição da equipa de Alvalade esta época, de uma perspetiva de atitude, ritmo e solidariedade. Com esta vitória, o Sporting salta do oitavo para o quarto posto. Numa altura em que o importante passa por ganhar, já se vai notando aqui ou ali a mão de Jorge Silas. É preciso é tempo e paciência, dois dos grandes inimigos do futebol.

Fonte: Getty Images

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Licenciado em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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