Crónica: primeira parte caótica dita apuramento do Porto

Numa partida a contar para a última jornada da fase de grupos da Liga Europa, o Porto recebeu e venceu o Feyenoord por 3-2, qualificando-se para os dezasseis avos de final da prova.

À entrada para este jogo, realizado às 20:00 no Estádio do Dragão, o Porto era o segundo classificado do Grupo G e necessitava simplesmente de uma vitória ou de um empate somado à não conquista dos 3 pontos por parte do Young Boys para se qualificar para a fase seguinte da competição. Já o Feyenoord era último classificado e não se encontrava dependente dele mesmo para se apurar, porém, só a vitória oferecia essa hipótese.

O 11 inicial escolhido por Sérgio Conceição para este confronto decisivo foi Marchesín, Corona, Pepe, Marcano, Alex Telles, Otávio, Uribe, Danilo, Luis Díaz, Marega e Soares, fazendo assim três alterações em relação ao empate no Jamor (saíram Manafá, Loum e Zé Luís, entraram Luis Díaz, Uribe e Soares).

Dick Advocaat optou por colocar em campo Marsman, Malacia, Senesi, Botteghin, Geertruida, Kokcu, Fer, Toornsta, Larsson, Sinisterra e Berghuis.

O jogo começou a um ritmo frenético e o primeiro sinal de perigo foi logo aos seis minutos. Luis Díaz, ainda de fora da área, encheu o pé e efetuou um bom remate para uma intervenção de igual nível por parte do guardião Marsman, que afastou para canto.

Aos 10 minutos, num livre muito próximo da área portista, o capitão de equipa Berghuis desferiu um remate potente mas à figura de Marchesin que reagiu bem e defendeu.

À passagem do 14º minuto Alex Telles tabelou com Marega no flanco esquerdo e cruzou para Luis Diaz que finalizou o lance com um remate que Marsman devia ter defendido. O marcador foi inaugurado através de uma excelente jogada coletiva por parte do Porto na qual o guarda-redes holandês fica com algumas culpas.

Ainda no minuto seguinte, a equipa da casa conseguiu ampliar a sua vantagem. O Feyenoord perdeu a bola no seu meio-campo defensivo e Marega passou o esférico a Soares que entrou na área pela ala esquerda e, na tentativa de encontrar um companheiro de equipa, cruzou para o autogolo de Malacia.

O Porto parecia ter o jogo bem encaminhado, porém, apenas cinco minutos depois do segundo golo, Botteghin surgiu isolado na pequena área azul e branca na sequência de um canto batido por Kokcu e cabeceou por entre as pernas de Marchesín para o fundo da baliza, reduzindo a desvantagem holandesa. A defesa portista ficou muito mal na fotografia.

No minuto 22, a equipa visitante conseguiu chegar ao empate. O autor do autogolo, Malacia, cruzou a bola pela esquerda para Larsson que, fugido à marcação de Pepe, rematou encostado ao poste direito com muita classe, não dando qualquer hipótese de defesa ao argentino.

Dois minutos depois, num lance muito confuso, o Porto ficou a reclamar penálti por alegada mão na bola de Sinisterra, mas o árbitro alemão Deniz Aytekin nada assinalou.

Aos 33 minutos, numa transição rápida, Marega recebeu a bola ainda no meio campo, ganhou velocidade, chegou à área e passou a Otávio que rematou para defesa incompleta de Marsman que projetou a mesma para a frente e a deixou à mercê de Soares que empurrou para o fundo das redes, deixando o Porto novamente em vantagem no marcador

Num canto cobrado por Alex Telles no minuto 37, Soares voltou a causar perigo, desta vez com um cabeceamento que não saiu muito por cima da baliza holandesa.

Foi uma primeira parte de loucos, com um jogo partido, ritmo acelerado e com elevada eficácia por parte das duas equipas. Só depois do quinto golo da noite é que a partida começou a ficar mais lenta, tendência que se manteve ao longo de toda a segunda parte, onde houve menos ação.

A primeira oportunidade da segunda parte foi novamente protagonizada por Luis Díaz que, após receber um passe de calcanhar de Marega, rematou ao lado do poste direito à entrada da área.

No minuto 61, depois de receber um passe de Larsson, Kokcu rematou também de fora da área à esquerda da baliza de Marchesín que controlou a tentativa.

Numa fase em que o jogo estava bloqueado para ambos os lados, os únicos remates efetuados vinham de longe, tal como comprovam os últimos lances mencionados, mas também o remate de Berghuis que saiu com força mas desenquadrado no minuto seguinte.

O momento de maior perigo de toda a segunda parte surgiu no minuto 70. Toornsta, a meias com Corona, responderam ao cruzamento de Sinisterra enviando a bola ao poste, acabando esta por sobrar para o guardião argentino.

Ayoub e Narsingh foram lançados em campo no minuto 72 e, apenas um minuto depois, tiveram uma oportunidade soberba para empatar o jogo. O marroquino cruzou pela esquerda para o holandês que só não marcou porque Marchesín fez uma enorme defesa.

Esta acabou por ser a última real oportunidade de perigo. Apesar da pressão nos minutos finais por parte do Feyenoord ter sido grande, esta não se traduziu em mais chances de golo e o Porto conseguiu assim segurar a preciosa vantagem até ao final.

O jogo ficou marcado pelo equilíbrio entre as duas equipas e talvez o empate tivesse sido o resultado mais justo. Porém, o Porto foi mais eficaz e cometeu menos erros defensivos do que o adversário e, por isso, garantiu os três pontos e a passagem para a próxima fase da Liga Europa. A classificação final do Grupo G foi a seguinte:

  1. Porto – 10 pontos
  2. Rangers – 9 pontos
  3. Young Boys – 8 pontos
  4. Feyenoord – 5 pontos

 

 

Fonte da Imagem: Getty Images

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.