Crónica – Líder foi à guerra no berço da nação

Os campeões nacionais deslocaram-se ao terreno do Vitória de Guimarães, na 15ª jornada da Liga NOS. A partida disputada no Estádio D. Afonso Henriques foi arbitrada por Nuno Almeida.

Bruno Lage lançou: Odysseas, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Gabriel, Taarabt, Pizzi, Cervi, Chiquinho, Vinícius.

Ivo Vieira deu a titularidade a: Douglas, Florent, Pedro Henrique, Tapsoba, Víctor García, Lucas Evangelista, Pêpê Rodrigues, Marcus Edwards, João Teixeira, Davidson, Leo Bonatini.

A primeira parte da partida ficou marcada pelo equilíbrio na disputa do meio-campo e pelos desacatos dos adeptos nas bancadas, mais especificamente confrontos entre claques.

Ivo Vieira não falhou na sua promessa e o Vitória tentou impor o seu jogo, desiquilibrar com posse e encostar o Benfica às cordas. Conseguiu até certo ponto, com algumas chances de perigo, muito por brilhantismo individual de Marcus Edwards e Lucas Evangelista (ambos testaram os reflexos de Vlachodimos).

Aos 23 minutos, boa jogada entre Cervi, Chiquinho e Pizzi, com o último a assistir o argentino para o primeiro da partida, finalização rasteira que bateu Douglas. Para além do lance do golo, o Benfica não teve muitas oportunidades de perigo, enfrentando dificuldades em construir perto da área dos vimaranenses.

Note-se que a partida esteve interrompida duas vezes, devido aos confrontos nas bancadas do D. Afonso Henriques, resultando nos três minutos de descontos dados pelo árbitro, prolongando-se até ao minuto 49.

Na segunda parte, o Benfica entrou com intenções de dominar o jogo, mas rapidamente o equilíbrio voltou ao correr do jogo, com menos circulação e mais perdas de bola.

O Benfica, pouco a pouco perdeu a sua fluidez de jogo, com alguns nervos à mistura, dando espaço para o Guimarães crescer na partida e criar perigo aos encarnados.

Vários episódios de tochas no relvado interromperam a partida no segundo tempo, prolongando-se mais a partida por atitudes repreensíveis dos adeptos.

A qualidade de jogo foi-se deteriorando gradualmente, jogando-se cada vez mais à base de bolas paradas, passes longos e transições constantes.

Lage colocou na partida Seferovic no lugar de Vinícius (71), por falta de presença do brasileiro em campo, Samaris no lugar de Chiquinho (82) para subir Gabriel e Taarabt no campo, de modo a controlarem a bola mais longe da sua baliza e Gedson nos minutos finais, para render Pizzi (92), refrescando a pressão e transição do Benfica.

Ivo Vieira refrescou o seu meio-campo com a entrada de Denis Will Poha para o lugar de João Teixeira (58) e renovar o seu poder ofensivo, na procura pelo golo do empate, colocando Bruno Duarte e Rochinha, para o lugar de Léo Bonatini (69) e Lucas Evangelista (77), respetivamente.

Apesar de algum perigo via bolas paradas e cruzamentos na área benfiquista, os encarnados conseguiram segurar o resultado, circulando cada vez mais lentamente a posse através de jogadores como Taarabt e Gabriel, apostando nas transições rápidas, mas sem causar grande perigo.

Rochinha ainda foi expulso por segundo amarelo nos últimos minutos da partida, após falta sobre Samaris. Nuno Almeida encerrou a partida pouco depois, aos 98 minutos.

Com este resultado, o Benfica segue na liderança sete pontos à frente do Porto, à condição, enquanto que o Vitória permanece no quinto lugar, em igualdade de pontos com os seus rivais, o SC Braga.

 

José Horta

Não nasci a gostar de futebol, mas quando comecei nunca mais quis outra coisa. Algarvio de nascença mas adepto do futebol para além daquele que se joga na praia. Sempre atento aos contornos e novidades do "Desporto Rei", "Beautifull Game" ou lhe quiserem chamar. Aluno universitário de Ciências da Comunicação na FCSH.